La Testa Piena
Io ho la testa piena di strofe sempre uguali
Di musica da massa di note senza ali
Di frasi ripetute sfiorite come i fiori
Parole maltrattate che danno i malumori
Dei buoni e dei cattivi, di chi non sa che fare
Dei futili motivi che dai per non amare
Io ho la testa piena degli ultimi e dei primi
Di tutta questa scena di furbi ed arroganti
Di spiagge desolate, d'autunni maniacali
Di notti disperate, da scale che non sali
Di tutta questa gente e dei particolari
Di dove sta il movente se a volte tu mi spari
D'inferno e paradiso, dell'odio e dell'amore
Del pianto e del sorriso di chi non ha pudore
Degli occhi dei perduti che fanno disperare
Di chi li ha incatenati per poi dimenticare
Io ho la testa piena di mafia e rapimenti
Di gente che si è arresa, di chi non mostra i denti
Dei figli di puttana che truccano le carte
Di questa patria strana che corre ma non parte
Di niente e d'ogni cosa nei giorni e nelle notti
Di questo amore stanco che in te non si riposa
Di Pasqua e Capodanno, di zucchero e carbone
Degli altri che non sanno e della confusione
Di stelle, d'universi, di monti e di pianure
Di questi stessi versi e delle mie paure
e delle mie pianure
A Cabeça Cheia
Eu tenho a cabeça cheia de versos sempre iguais
De música de massa, de notas sem asas
De frases repetidas, murchas como flores
Palavras maltratadas que trazem mau humor
Dos bons e dos maus, de quem não sabe o que fazer
Dos motivos fúteis que você dá pra não amar
Eu tenho a cabeça cheia dos últimos e dos primeiros
De toda essa cena de espertos e arrogantes
De praias desertas, de outonos maníacos
De noites desesperadas, de escadas que você não sobe
De toda essa gente e dos detalhes
De onde está o motivo se às vezes você me atira
Do inferno e do paraíso, do ódio e do amor
Do choro e do sorriso de quem não tem pudor
Dos olhos dos perdidos que fazem desesperar
De quem os encadeou pra depois esquecer
Eu tenho a cabeça cheia de máfia e sequestros
De gente que se rendeu, de quem não mostra os dentes
Dos filhos da puta que embaralham as cartas
Dessa pátria estranha que corre mas não sai do lugar
De nada e de tudo nos dias e nas noites
Desse amor cansado que em você não descansa
De Páscoa e Ano Novo, de açúcar e carvão
Dos outros que não sabem e da confusão
De estrelas, de universos, de montanhas e planícies
Desses mesmos versos e dos meus medos
e das minhas planícies
Composição: Marco Luberti / Riccardo Cocciante