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No Final de um Trabalho

Riccardo Fogli

Alla Fine Di Un Lavoro

Io qui, cercarmi un sì:
fine del lavoro, domani che fai,
ancora una volta e quante chissà
stasera torno a casa, stasera mi va.
Ma so che non dormirò,
per tutta la notte duemila idee,
come il primo giorno di qualche anno fa
cercherò da solo le stesse verità.
Noi si viaggiava sorridendo
e c'era sempre chi dormiva dopo un po'
e fare finta di niente
se poi qualcuno si allargava un po' di più.
Ma quanta nebbia che c'è
e quanto tempo è passato per me;
poi la testa cambia qualcosa non va,
ma un po' di me so che è rimasto là.
C'è sempre chi mi domanda:
che pensi dei tuoi vecchi amici,
ma risposta non c'è mai.

Poi via, che tempo non c'è
ora sono solo e guido da me,
chissà se la mia donna ora dorme di già
mentre fumo piano, che ora sarà.
Tra un po' sarò a casa mia
ed un vecchio disco mi farà compagnia;
forse adesso stanno parlando di me
chi mi stava accanto da un po' più non c'è.
Noi si cantava sorridendo
e si finiva per parlare anche di lei
lei che bagnava di pianto
la spalla di chi si fermava un po' di più.
E c'era sempre tra noi
chi aveva perso il cuore in qualche città;
quante storie, quante canzoni per noi:
non si ferma il ricordo che va.
Ed ogni volta è lo stesso:
quando finisce un lavoro si è un po' giù.

Nelle vene corre un po' di follia,
ma questa vita strana è proprio la mia.

No Final de um Trabalho

Eu aqui, procurando um sim:
fim do trabalho, e amanhã, o que você vai fazer,
mais uma vez e quantas, quem sabe
hoje à noite volto pra casa, hoje à noite tô de boa.
Mas sei que não vou dormir,
pela noite toda, duas mil ideias,
como no primeiro dia de alguns anos atrás
vou procurar sozinho as mesmas verdades.
Nós viajávamos sorrindo
e sempre tinha quem dormia depois de um tempo
e fingir que nada aconteceu
se alguém se espalhasse um pouco mais.
Mas quanta neblina tem por aqui
e quanto tempo passou pra mim;
mas a cabeça muda, algo não vai bem,
mas um pouco de mim sei que ficou lá.
Sempre tem quem me pergunta:
o que você pensa dos seus velhos amigos,
mas resposta nunca tem.

Então vambora, que o tempo não espera
agora tô sozinho e dirigindo por conta própria,
quem sabe se minha mulher já tá dormindo
tudo enquanto fumo devagar, que horas são.
Daqui a pouco estarei em casa
e um disco antigo vai me fazer companhia;
talvez agora estejam falando de mim
aqueles que estavam ao meu lado, mas já não estão.
Nós cantávamos sorrindo
e acabávamos falando até dela
dela que molhava de lágrimas
o ombro de quem parava um pouco mais.
E sempre tinha entre nós
quem tinha perdido o coração em alguma cidade;
quantas histórias, quantas canções pra nós:
lembrança não para, ela vai.
E toda vez é a mesma coisa:
quando acaba um trabalho, a gente fica meio pra baixo.

Nas veias corre um pouco de loucura,
mas essa vida estranha é bem a minha.

Composição: M. Fabrizio