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Inverno

Riccardo Fogli

Inverno

Il coraggio non ce l'ho
Maschero bevo un po'
Ballavo a tempo di rabbia
Ora dormo dentro me

Il coraggio non me lo do
Si è spezzato in due
Cadono pezzi di sogni
Non li raccolgo più

Ti parlo di me
Da quest'armadio straripante
Di giacche scure
Ho voglia di te
Di svegliarmi e di non contare
I vuoti di birre, amore, con te

Ti prego, stai
Sul mio cuore, stai
Nel mio amore, stai
Finché puoi
Tu sola sai
Mi conosci e sai
Questo inverno che
Sento in me
Stai

Sono un altro fuori di me
E non mi scrivo più
Vengo da mille risvegli
E non ci piango su

Tracce di un amore che fu
Disperatamente
Tutti I birilli del bowling
Sono rimasti su

Ti parlo di me
Delle rese e dei miei ritorni
Senza chiave
E parlo con te
Occhi di lago dopo tanto mare
Tanto da annaspare

Ti prego, stai
Nei miei occhi, stai
Nei miei specchi, stai
Finché puoi
Tu sola sai
Mi conosci e sai
Questo inverno che
Sento in me
Stai

Inverno

Não tenho coragem
Mas bebo um pouco
Dançava com raiva
Agora durmo dentro de mim

Não me dou coragem
Ela se quebrou em dois
Caem pedaços de sonhos
Não os recolho mais

Falo de mim
Deste armário transbordando
De jaquetas escuras
Estou com saudade de você
De acordar e não contar
As latas de cerveja, amor, com você

Por favor, fique
No meu coração, fique
No meu amor, fique
Enquanto puder
Só você sabe
Me conhece e sabe
Este inverno que
Sinto em mim
Fique

Sou outro fora de mim
E não me escrevo mais
Vim de mil despertadas
E não choro por isso

Marcas de um amor que foi
Desesperadamente
Todos os pinos do boliche
Ficaram em pé

Falo de mim
Das desistências e dos meus retornos
Sem chave
E falo com você
Olhos de lago depois de tanto mar
Tanto para me afogar

Por favor, fique
Nos meus olhos, fique
Nos meus espelhos, fique
Enquanto puder
Só você sabe
Me conhece e sabe
Este inverno que
Sinto em mim
Fique