Storia Di Un'altra Storia
Questa donna
nel mio letto,
che io non ho visto mai
e le zampe
di un insetto ben preciso
cosa diranno i miei?
Ora scrivo
cento volte: "farò il bravo"
non ho tempo, non c'è tempo.
Io vado via nell'altra storia
perché mi sono stancato di fare
la tartaruga sfinita nel sole,
sentirmi vivo se mi rado male,
o soltanto prima di dormire.
Emozioni?
Grazie, ho dato già
a chi russa e tira palle
alle sagome
del mio lunapark;
io assomiglio
a un telefono
con i denti bianchi, e tu
non inventi, non m'inventi.
Io vado via nell'altra storia
e me ne vado con passo normale
hai tutto il tempo, se vuoi, di sparare
o di fumarti le mie sigarette
d'infilarti nei miei jeans.
Io vado via nell'altra storia
perché la sveglia non chiede mai scusa,
perché non voglio più chiedermi "cosa"
e per quegli occhi da levriero stanco
senza corsa e senza fantasia.
História de Outra História
Essa mulher
na minha cama,
que eu nunca vi
com as patas
de um inseto bem específico
o que vão dizer os meus?
Agora escrevo
cem vezes: "vou me comportar"
não tenho tempo, não há tempo.
Eu vou embora pra outra história
porque cansei de ser
uma tartaruga exausta no sol,
sentir que tô vivo se me corto mal,
ou só antes de dormir.
Emoções?
Valeu, já dei
pra quem ronca e fala besteira
pras sombras
do meu parque de diversões;
eu me pareço
com um telefone
com os dentes brancos, e você
não inventa, não me inventa.
Eu vou embora pra outra história
e vou com passo normal
você tem todo o tempo, se quiser, de atirar
ou de fumar meus cigarros
de se enfiar nas minhas calças.
Eu vou embora pra outra história
porque o despertador nunca pede desculpas,
porque não quero mais me perguntar "o que"
e por aqueles olhos de galgo cansado
sem corrida e sem fantasia.