Uccideremo Il Chiar Di Luna
Gli innamorati non sono ancora scomparsi,
gli innamorati e i loro vecchi discorsi:
in equilibrio sulle illusioni,
sulle banalità,
ma cadranno come aquiloni,
questa è la novità.
Se il cielo sembra stoffa con tanti lustrini,
coi loro sogni appannano i finestrini
pieni soltanto del solito amore:
un soffio basterà,
vanno a pezzi, senza rumore
questa è la novità.
Uccideremo il chiar di luna, poeti dell'asfalto
ci ha sempre ingannato, noi lo impiccheremo sull'albero più alto.
Sempre ubriachi, bevono quarti di luna
gli innamorati passano dentro la cruna,
bucano il mare lanciando sassi
là nell'oscurità;
se ne andranno, senza spostarsi
questa è la novità.
Uccideremo il chiar di luna, bruciandolo in un momento,
Ci ha sempre ingannato, lo disperderemo, cenere in mezzo al vento.
Gli innamorati non sono ancora scomparsi,
gli innamorati e i loro vecchi discorsi.
Vamos Matar a Luz da Lua
Os apaixonados ainda não desapareceram,
os apaixonados e suas velhas conversas:
em equilíbrio nas ilusões,
nas banalidades,
más cairão como pipas,
essa é a novidade.
Se o céu parece um pano cheio de brilhos,
com seus sonhos embaçam os vidros
cheios só do mesmo amor:
um sopro basta,
vão se despedaçar, sem barulho
essa é a novidade.
Vamos matar a luz da lua, poetas do asfalto
sempre nos enganou, nós o enforcaremos na árvore mais alta.
Sempre bêbados, bebem pedaços de lua
os apaixonados passam pela agulha,
furam o mar jogando pedras
lá na escuridão;
vão embora, sem se mover
essa é a novidade.
Vamos matar a luz da lua, queimando-a em um instante,
sempre nos enganou, vamos dispersá-la, cinzas ao vento.
Os apaixonados ainda não desapareceram,
os apaixonados e suas velhas conversas.
Composição: M. Fabrizio