Donne
Donne cattive o no
che spendono bene la vita,
o che dicono sempre non so
se qualche amico le invita,
donne tranquille o nei guai,
donne da perderci gli anni,
ce ne sono che non ridono mai
e credono solo ai romanzi.
Sì, arrampicate sugli specchi
che se cadono ti fanno a pezzi
chissà cosa c'è mai nei loro occhi;
sì, disperate su un lungomare
o belle di notte in un locale
le vedi a terra, ma sanno volare;
sì, da morirci, da bestemmiare
che se partono è per non tornare
e partono tutte, lo sai, prima o poi.
Donne che si danno via,
che vanno per le loro strade,
donne sempre in compagnia
o sole come stelle cadute,
donne che neanche le sai,
che pensano solo ai ricordi,
ce ne sono che ti dicono mai
e poi per un niente le perdi.
E poi ci sei tu,
che a vedere il mio passato,
prima di averti incontrato,
mi sento un vigliacco, un disgraziato;
tu, col tuo viso così chiaro,
così pulita, così speciale
tu, quell'idea che ora è finalmente mia;
tu, per cui al diavolo tutto il mondo,
tu per cui toccherei anche il fondo,
e vivrei senza Dio, senza un soldo.
In cerca di novità,
non sanno che cosa è l'amore
e vanno pensando: chissà,
domani potrei essere altrove;
donne in libertà
che hanno sempre un'occasione,
le stesse di mille anni fa,
miliardi di donne
nessuna come te.
Mulheres
Mulheres ruins ou não
que vivem bem a vida,
ou que sempre dizem não sei
se algum amigo as convida,
mulheres tranquilas ou em apuros,
mulheres que fazem o tempo passar,
existem aquelas que nunca riem
e só acreditam em romances.
Sim, se arrastando pelos espelhos
que se caírem te destroem
quem sabe o que há em seus olhos;
sim, desesperadas em um calçadão
o lindas à noite em um bar
as vê no chão, mas sabem voar;
sim, de morrer, de xingar
que se vão é pra não voltar
e vão todas, você sabe, mais cedo ou mais tarde.
Mulheres que se entregam,
que seguem seus próprios caminhos,
mulheres sempre em companhia
o sozinhas como estrelas caídas,
mulheres que você nem conhece,
que só pensam nas memórias,
existem aquelas que te dizem nunca
e depois por qualquer coisa as perdem.
E depois tem você,
que ao olhar meu passado,
antes de te encontrar,
me sinto um covarde, um desgraçado;
você, com seu rosto tão claro,
tão limpa, tão especial
e você, essa ideia que agora é finalmente minha;
você, por quem eu mandaria tudo pro inferno,
você por quem eu tocaria até o fundo,
e viveria sem Deus, sem um centavo.
Em busca de novidades,
não sabem o que é o amor
e vão pensando: quem sabe,
amanhã eu posso estar em outro lugar;
mulheres em liberdade
que sempre têm uma oportunidade,
as mesmas de mil anos atrás,
milhares de mulheres
nenhuma como você.