Piscología
Dejaste abierta la ventana
Como si fueras a volver
El viento aprendió tu nombre
Antes que yo pudiera entender
Las plantas ya no florecieron
La casa olvidó tu voz
Y las paredes repitieron
Lo que nunca dijimos los dos
Hay humo donde antes
Respiraba la calma
Y cada noche
Me despierta tu fantasma
Ya deja de aparecer
Entre el reflejo del cristal
Cada recuerdo, cada espacio
Como lluvia sobre sal
Si decidiste desaparecer
¿Por que sigues viviendo aquí?
No en esta casa
Sino dentro de mí
Guardé tu chaqueta
Por si el invierno preguntaba por ti
Pero el calendario
Me enseñó que no ibas a venir
Las luces de la avenida
Siguen pasando igual
Solo cambió el silencio
Que dejaste al marchar
Intento cerrar
La puerta de tu recuerdo
Pero el eco
Siempre encuentra otro regreso
Ya deja de aparecer
Cuando consigo respirar
No vuelvas a romper
Lo que aprendí a reparar
Si todo terminó
Qué haces rondando aquí
No eres tú
Es la sombra que dejaste en mí
Tal vez mañana
Tu nombre ya no pese igual
Tal vez el alba
Borre el frío del portal
Y si algún día
Te vuelvo a ver pasar
Espero no sentir
Que el mundo vuelve a temblar
Ya deja de aparecer
Aunque sea dentro de mis sueños
Voy juntando
Los pedazos que quedaron en el suelo
No quiero odiarte
Ya no quiero recordar
Solo encontrar un lugar donde tu voz
No me pueda alcanzar
La ventana sigue abierta
Pero ya no espero
Que seas tú
Quien vuelva a entrar
Psicologia
Deixou a janela aberta
Como se fosse voltar
O vento aprendeu seu nome
Antes que eu pudesse entender
As plantas já não floresceram
A casa esqueceu sua voz
E as paredes repetiram
O que nunca dissemos nós dois
Há fumaça onde antes
Respirava a calma
E cada noite
Teu fantasma me acorda
Já chega de aparecer
Entre o reflexo do vidro
Cada lembrança, cada espaço
Como chuva sobre sal
Se decidiu desaparecer
Por que ainda vive aqui?
Não nesta casa
Mas dentro de mim
Guardei sua jaqueta
Caso o inverno perguntasse por você
Mas o calendário
Me mostrou que você não viria
As luzes da avenida
Continuam passando igual
Só mudou o silêncio
Que você deixou ao partir
Tento fechar
A porta da sua lembrança
Mas o eco
Sempre encontra outro retorno
Já chega de aparecer
Quando consigo respirar
Não volte a quebrar
O que aprendi a consertar
Se tudo acabou
O que faz rondando aqui?
Não é você
É a sombra que deixou em mim
Talvez amanhã
Seu nome já não pese igual
Talvez a aurora
Apague o frio do portal
E se algum dia
Te ver passar de novo
Espero não sentir
Que o mundo volta a tremer
Já chega de aparecer
Mesmo que seja dentro dos meus sonhos
Vou juntando
Os pedaços que ficaram no chão
Não quero te odiar
Já não quero lembrar
Só encontrar um lugar onde sua voz
Não possa me alcançar
A janela continua aberta
Mas já não espero
Que seja você
Quem volte a entrar
Composição: Risa Express, Ruben Corpus Corpus