
Nana Cruel
Robe
Canção de Ninar Cruel
Nana Cruel
Durma, que agora você já está a salvo de tudoDuérmete, que ya estás a salvo de todo
O Sol foi embora animadoEl Sol se ha ido entusiasmado
Deu tudo certo pra eleLe ha salido bien
Nesse entardecerEste atardecer
Durma, que eu vou cantar pra vocêDuérmete, que te voy a cantar
Uma canção de ninar tão cruelUna nana tan cruel
Quanto a própria realidadeComo la realidad
Era uma vezÉrase una vez
Uma humanidadeUna humanidad
Eu, que, eu, que pensavaYo, que, yo, que pensaba
Eu, que acreditava fielmente no amorYo, que creía firmemente en el amor
Hoje eu já sei que não, que já não importa maisHoy ya sé que no, que ya no importa
E que a vida precisa de outra razãoY que a la vida hay que buscarle otra razón
E eu procuro nas cores do entardecerY busco en los colores del atardecer
E não encontroY no la encuentro
Eu, que passava as noites negociandoYo, que pasaba las noches en negociación
Eu, que espero vocêYo, que te espero
Eu, que transformei cada segundo em um mundo melhorYo, que hice cada segundo otro mundo mejor
Eu, que espero vocêYo, que te espero
Eu, que ficava acordado noites inteirasYo, que velaba las noches enteras
Eu, que, eu, que queria tanto poder te contarYo, que, yo, que querría poder contarte
Que lá fora a vida existe e só tem genteQue ahí afuera está la vida y solo hay gente
Que queria te entenderQue quisiera comprenderte
E te abraçar e te alegrar e te ajudar sempreY abrazarte y alegrarte y ayudarte siempre
Eu, que estudei o ser humano, te digoYo, que estudié al ser humano, te digo
Que não, que já não espero nadaQue no, que ya nada espero
Eu, que tentei entender os motivos deleYo, que intenté comprender sus motivos
Que não, que já não espero nadaQue no, que ya nada espero
Eu, que queria tanto me encontrar com vocêYo, que quisiera encontrarme contigo
Eu, que, eu, que pensavaYo, que, yo, que pensaba
Eu, que acreditava fielmente no amorYo, que creía firmemente en el amor
Hoje eu já sei que não, que já não importa maisHoy ya sé que no, que ya no importa
E que a vida precisa de outra razãoY que a la vida hay que buscarle otra razón
E eu procuro nas cores do entardecerY busco en los colores del atardecer
E não encontroY no la encuentro
Durma, porque lá foraDuerme, que ahí afuera
Só tem monstros, só tem genteSolo hay monstruos, solo hay gente
Que te compra e te vendeQue te compra y que te vende
Que te odeia, que mente para vocêQue te odia, que te miente
Que te rouba, que te mataQue te roba, que te mata
Que te viola e não sente nada (ai)Que te viola y que no siente nada (ay)
Durma, que o Sol já foi emboraDuérmete, que ya se ha ido el Sol
Disse que tinha o que fazer e foi emboraQue tenía qué hacer, dijo, y se marchó
E prometeu voltar ao amanhecerY prometió volver al amanecer



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