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Che Papusa, Oi

Roberto Goyeneche

Che Papusa, Oi

Muñeca, Muñequita papusa, que hablas con zeta,
Y que con gracia posta batis mishé,
Que con tus aspavientos de pandereta
Sos la milonguerita de más chiqué;
Trajeada de bacana bailas con corte
Y por raro esnobismo tomás frizzé,
Y que en un auto camba de sur a norte,
Paseas como una dama de gran cachet.

Che papusa,.. oí!
Los acordes melodiosos
Que modula el bandoneón;
Che papusa,.. oí!
Los latidos angustiosos
De tu pobre corazón.

Che papusa,.. oí!
Como surgen deste tango
Los pasajes de tu ayer...
Si entre el lujo del ambiente
Hoy te arrastra la corriente,
mañana te quiero ver...

Milonguerita linda, papusa y breva,
Con ojos almendrados de pipermín,(1)
De parla afranchutada, pinta maleva,
Y boca pecadora color carmín;
Engrupen tus alhajas en la milonga
Con fino faroleo brillanteril,(2)
Y al bailar esos tangos de meta y ponga
Volvés otario al vivo y al rana gil...

Che papusa,.. oí!

Che Papusa, Oi

Boneca, bonequinha papusa, que fala com zeta,
E que com graça posta bate mishé,
Que com seus gestos de pandeiro
É a milongueirinha mais chique;
Vestida de bacana, você dança com estilo
E por um raro esnobismo toma frizzé,
E que em um carro camba de sul a norte,
Passeia como uma dama de grande prestígio.

Che papusa,.. oi!
Os acordes melodiosos
Que modula o bandoneon;
Che papusa,.. oi!
Os batimentos angustiantes
Do seu pobre coração.

Che papusa,.. oi!
Como surgem deste tango
Os trechos do seu passado...
Se entre o luxo do ambiente
Hoje te arrasta a corrente,
Amanhã quero te ver...

Milongueirinha linda, papusa e breva,
Com olhos amendoados de pipermín,
De fala afrescalhada, pinta malandra,
E boca pecadora cor de carmim;
Mostre suas joias na milonga
Com fino faroleo brilhante,
E ao dançar esses tangos de meta e ponga
Você deixa otário o vivo e o rana gil...

Che papusa,.. oi!

Composição: Gerardo Matos Rodriguez / Enrique Cadícamo