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Minha Canção de Ausência

Roberto Lambertucci

Mi Canción de Ausencia

Ya tengo miedo del invierno frío,
Y del otoño con sus hojas muertas.
Del viento hiriente cuando silba y clava,
Como un puñal, su gris canción de ausencia.
Y siento miedo, porque estoy tan solo,
Y no me encuentro ni en mi soledad.
Quiero ser ciego y olvidarlo todo,
Pero te veo, aunque no estés mas.

Y hasta ese cielo con sus nubes negras,
Que con la lluvia llora su pesar,
Pinta el paisaje de mi vida oscura,
Pero te siento, pues, no sé llorar...
Llevo en mi mente tu canción de ausencia,
Oigo tu voz de nieve y de cristal.
Todo te nombra cuando estoy tan solo,
Porque te siento, aunque no estés más.

Minha Canção de Ausência

Já tô com medo do inverno frio,
E do outono com suas folhas secas.
Do vento cortante quando assobia e fere,
Como uma faca, sua cinza canção de ausência.
E sinto medo, porque tô tão sozinho,
E não me encontro nem na minha solidão.
Quero ser cego e esquecer tudo,
Mas te vejo, mesmo que não estejas mais.

E até esse céu com suas nuvens escuras,
Que com a chuva chora sua dor,
Pinta a paisagem da minha vida sombria,
Mas te sinto, pois, não sei chorar...
Levo na minha mente sua canção de ausência,
Ouço sua voz de neve e cristal.
Tudo te nomeia quando tô tão sozinho,
Porque te sinto, mesmo que não estejas mais.

Composição: