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Letra

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Eu adivinho o piscar das luzes que ao longe marcam meu retornoYo adivino el parpadeo de las luces que a lo lejos van marcando mi retorno
São as mesmas que iluminaram com seus pálidos reflexos longas horas de dorSon las mismas que alumbraron con sus pálidos reflejos hondas horas de dolor

E embora não quisesse voltarY aunque no quise el regreso
Sempre se volta ao primeiro amorSiempre se vuelve al primer amor
A calma rua onde te abraceiLa quieta calle donde le cobijo
Tua é minha vida, teu é meu quererTuya es mi vida, tuyo es mi querer
Sob o olhar zombeteiro das estrelasBajo el burlón mirar de las estrellas
Que com indiferença hoje me veem voltarQue con indiferencia hoy me ven volver

Voltar com a testa marcadaVolver con la frente marchita
As neves do tempo pratearam minha têmporaLas nieves del tiempo platearon mi sien
Sentir que a vida é um soproSentir que es un soplo la vida
Que vinte anos não são nada, que febril o olharQue veinte años no es nada, qué febril la mirada
Errante na sombra, te busca e te nomeiaErrante en la sombra, te busca y te nombra
Viver com a alma agarradaVivir con el alma aferrada
A uma doce lembrança que choro outra vezA un dulce recuerdo que lloro otra vez

Tenho medo do encontro com o passado que volta a se confrontar com minha vidaTengo miedo del encuentro con el pasado que vuelve a enfrentarse con mi vida
Tenho medo das noites que cheias de lembranças prendem meu sonharTengo miedo de las noches que pobladas de recuerdos encadenen mi soñar

Mas o viajante que fogePero el viajero que huye
Tarde ou cedo para seu andarTarde o temprano detiene su andar
E embora o esquecimento que tudo destróiY aunque el olvido que todo destruye
Tenha matado minha velha ilusãoHaya matado mi vieja ilusión
Guardo escondida uma esperança humildeGuardo escondida una esperanza humilde
Que é toda a fortuna do meu coraçãoQue es toda la fortuna de mi corazón

Voltar com a testa marcadaVolver con la frente marchita
As neves do tempo pratearam minha têmporaLas nieves del tiempo platearon mi sien
Sentir que a vida é um soproSentir que es un soplo la vida
Que vinte anos não são nada, que febril o olharQue veinte años no es nada, qué febril la mirada
Errante na sombra, te busca e te nomeiaErrante en la sombra, te busca y te nombra
Viver com a alma agarradaVivir con el alma aferrada
A uma doce lembrança que choro outra vezA un dulce recuerdo que lloro otra vez

Composição: Carlos Gardel, Alfredo Le Pera. Essa informação está errada? Nos avise.

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