El Dueño De Las Cuchillas
De tanto andar madrugadas
Fuera en agosto o enero
Se ha vuelto quemao el cuero
Del dueño de las cuchillas
En recorridas sencillas
O trabajos complicados
Gastó caballo y recado
Entre pasto y coronilla
Toda una vida de campo
Los perros por ayudantes
En las tropeadas distantes
O a la vuelta de las casas
Las manos hecho tenazas
De tanto enriendar caminos
Como el viento su destino
Silvando por donde pasa
La vida acortó los sueños
Del que nació pal laburo
Junto al fogón en oscuro
Pensando qué sabe Diós
Poco se oía su voz
Ataba el mate al silencio
Así repuntaba al tiempo
Mirando brasa y calor
Por el rigor de su oficio
La sonrisa era dificil
Mirando sus ojos tristes
No se podía ver nada
Se alegreba en las troteadas
Tragando leguas de igual
Su demás era cabal
Lo sabe quien conocía
Que adentro del pecho había
Un corazón especial
Se fue en una mañana
Junto al mundo en que vivió
La tierra que lo acunó
Estaba bajo sus pies
Lo encontraron a la vez
Un brazo en el alambrado
El rebenque allí tirado
Los perros alrededor
Aún le clareaba el Sol
Quedó el caballo ensillado
Por eso siempre me acuerdo
Del gaucho madrugador
Que ha sido mi profesor
En la lidia de campero
Que esté bien yo lo espero
Allá junto al Creador
Que no le falte calor
En el fogón que esté mateando
De cierto capataciando
Por los campos del Señor
Por eso escribí este canto
Pa que lo escuche la gente
De una forma diferente
Con atención pido yo
Respetando el que pasó
Y hoy revive en mi pasado
El gaucho murió parado
Porque jamás se entregó
O Proprietário de Lâminas
Em ambos passeio matinal
Em agosto ou janeiro
Tornou-se couro Quemao
O proprietário das lâminas
Em simples viajou
Ou empregos complicados
Passado e cavalo de sela
Entre grama e coroa
Uma vida inteira de campo
Cães por auxiliares
Nas tropeadas distantes
Ou apenas em torno das casas
Mãos feitas tongs
Em ambos os modos enriendar
Como o vento o seu destino
Assobiando por meio do qual
Os sonhos de vida mais curtos
Del nasceu pal laburo
Pelo fogo em escuro
Pensando sobre o que ele sabe
Pouco se ouviu a sua voz
Companheiro obrigado ao silêncio
Assim, enquanto recuperou
Olhando grelha e calor
No rigor do seu escritório
O sorriso era difícil
Olhando para seus olhos tristes
Você não conseguia ver nada
É alegreba em troteadas
Como ligas de deglutição
Seu outro estava cheio
Eu sei que sabia
No peito que tinha
Um coração especial
Foi em uma manhã
Próximo ao mundo em que vivia
A terra que embalou
Foi debaixo de seus pés
Eles o encontraram em um momento
Um braço de fiação
O chicote ali
Cerca de cães
Ele ainda era mais leve do Sol
O cavalo foi selado
Então, eu sempre lembro
O pássaro madrugador gaúcho
Essa tem sido minha professora
Na luta de camper
É bem, espero
Voltar com o Criador
Que ele não tem calor
Na lareira que é Mateando
Capataciando verdade
Nos Campos do Senhor
Então eu escrevi essa canção
Pa pessoas que escutarão
Diferentemente
Peço cuidado
Respeitando aconteceu
E agora reviver o meu passado
O gaúcho morreu de pé
Porque nunca deram
Composição: Rodrigo Jacques