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Canto, grito, marcho

Rodrigo Ovalle

Canto, grito, marcho

Canto, de mi boca un espanto
Que provoca la infamia de tu desencanto
Desgarro tu imagen con un arañazo
Destierro mis sombras para tu desprecio
Perverso y desnudo por tu vil rechazo

Lanzo, una flecha a tu engaño
Va directo a tus ojos sin ni un previo aviso
Cortando el silencio con mi compromiso
De ser libertario el grito que apaño de mi lado izquierdo
Concreto y preciso

Nazco de lo más oscuro
Y con tu amor soy más duro
Soy un revolucionario con las herramientas de lo cotidiano
Llevo conmigo tu nombre
Soy un gigante entre hombres
Llevo conmigo tu grito que tiene presencia y que ya está escrito

Grito, ante tu oído sordo
Tu ferviente arrogancia vestida de traje
Repudio tu imagen, hasta tu lenguaje
Se agranda mi carne y mi sangre desbordo
Como un río inquieto siguiendo su cauce

Marcho, con tu mano en mi mano
Porque no claudicamos ante aquel tirano
No somos silentes ante el mercenario
Tú y yo somos grito de la resistencia
Amantes perfectos, revolucionarios

Nazco de lo más oscuro
Y con tu amor soy más duro
Soy un revolucionario con las herramientas de lo cotidiano
Llevo conmigo tu nombre
Soy un gigante entre hombres
Llevo conmigo tu grito que tiene presencia y que ya está escrito

Canto, lanzo, grito, marcho

Canto, grito, marcho

Canto, da minha boca um espanto
Que provoca a infâmia do seu desencanto
Desgarro sua imagem com um arranhão
Desterro minhas sombras para o seu desprezo
Perverso e nu pelo seu vil desprezo

Lanço, uma flecha pro seu engano
Vai direto pros seus olhos sem nem um aviso
Cortando o silêncio com meu compromisso
De ser libertário o grito que guardo do meu lado esquerdo
Concreto e preciso

Nasço do mais escuro
E com seu amor sou mais duro
Sou um revolucionário com as ferramentas do cotidiano
Levo comigo seu nome
Sou um gigante entre homens
Levo comigo seu grito que tem presença e que já tá escrito

Grito, diante do seu ouvido surdo
Sua fervente arrogância vestida de terno
Repudio sua imagem, até sua linguagem
Se expande minha carne e meu sangue transborda
Como um rio inquieto seguindo seu curso

Marcho, com sua mão na minha mão
Porque não nos rendemos diante daquele tirano
Não somos silenciosos diante do mercenário
Você e eu somos grito da resistência
Amantes perfeitos, revolucionários

Nasço do mais escuro
E com seu amor sou mais duro
Sou um revolucionário com as ferramentas do cotidiano
Levo comigo seu nome
Sou um gigante entre homens
Levo comigo seu grito que tem presença e que já tá escrito

Canto, lanço, grito, marcho

Composição: Rodrigo Ovalle