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A canção dos números

Rolando Alárcon

La copla de los números

A la una me levanto,
a las dos te ando buscando,
a las tres de la mañana
cuatro gallos van cantando.
A las cinco doy un brinco,
a las seis subo a una lancha,
a las siete vas a misa
a rezar ocho alabanzas.

A las nueve vas al agua,
diez suspiros tú darás
por las once cartas mías
que a las doce encontrarás.
Trece fueron mis hermanos,
catorce vecinos míos,
quince chuicos nos tomamos
para un dieciséis de julio.

Diecisiete policías
buscan dieciocho ladrones
que en el parque un diecinueve
robaron veinte tablones.
Veintiún días los tuvieron
en veintidós calabozos,
veintitrés palos les dieron
los veinticuatro velorios.

Veinticinco regimientos
pelearon un veintiséis,
veintisiete generales,
veintiocho muertos por ley,
un veintinueve firmaron
treinta hojas de papel.
Treinta y un pactos hicieron,
los treinta y dos al revés.

A canção dos números

À uma eu me levanto,
a duas eu vou te procurar,
a três da manhã
quatro galos vão cantar.
Às cinco eu dou um pulo,
a seis eu subo numa canoa,
a sete você vai à missa
a rezar oito louvores.

Às nove você vai pro mar,
dez suspiros você vai dar
pelas onze cartas minhas
que ao meio-dia você vai achar.
Treze eram meus irmãos,
quatorze eram meus vizinhos,
quinze cervejas tomamos
para um dezesseis de julho.

Dezessete policiais
procuram dezoito ladrões
que no parque, um dezenove
roubaram vinte tábuas.
Vinte e um dias eles ficaram
em vinte e dois calabouços,
vinte e três paus eles levaram
nos vinte e quatro velórios.

Vinte e cinco regimentos
lutaram um vinte e seis,
vinte e sete generais,
vinte e oito mortos por lei,
um vinte e nove assinaram
trinta folhas de papel.
Trinta e um pactos fizeram,
os trinta e dois ao contrário.

Composição: Rolando Alarcon