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Mão Gelada

Rolando Villazón

Che Gelida Manina

Che gelida manina! se la lasci riscaldar.
Cercar che giova? al buio non si trova.
Ma per fortuna e una notte di luna,
E qui la luna l'abbiiamo vicina.
Aspetti, signorina, le diro con due parole chi son,
Chi son, e che faccio, come vivo, vuole?
Chi son? chi son? son un poeta.
Che cosa faccio? scrivo. e come vivo? vivo.
In poverta mia lieta scialo da gran signore
Rimi ed inni d'amore.
Per sogni e per chimere e per castelli in aria
L'anima ho milionaria.
Talor del mio forziere ruban tutti
I gioielle due ladri: gli occhi belli.
V'entrar con voi pur ora ed I miei sogni usati,
Ed I bei sogni miei tosto si dileguar!
Ma il furto non m'accora poiche,
Poiche v'ha preso stanza la speranza.
Or che mi conoscete parlate voi.
Deh parlate. chi siete? vi piaccia dir?

Mão Gelada

Mão gelada! Se você deixar, eu aqueço.
Procurar o que adianta? No escuro não se acha.
Mas, por sorte, é uma noite de lua,
E aqui a lua está bem pertinho.
Espere, senhorita, vou te contar em duas palavras quem sou,
Quem sou, e o que faço, como vivo, quer saber?
Quem sou? Quem sou? Sou um poeta.
O que faço? Escrevo. E como vivo? Vivo.
Na minha pobreza alegre, me divirto como um grande senhor
Com rimas e hinos de amor.
Por sonhos e quimeras e castelos no ar
Minha alma é milionária.
Às vezes, do meu cofre, roubam tudo
As joias: os olhos bonitos.
Entrei com vocês agora e meus sonhos usados,
E meus belos sonhos logo se dissiparam!
Mas o furto não me entristece porque,
Porque a esperança já fez morada aqui.
Agora que me conhecem, falem vocês.
Ah, falem. Quem são? Por favor, digam?