Puente Alsina
¿Dónde está mi barrio? Mi cuna maleva
A dónde la gleba, refugio de ayer
Borró el asfaltado de una manotada
La vieja barriada que me vio nacer
En la sospechosa quietud del suburbio
La noche de un turbio drama pasional
Y desde esa noche yo el hijo de todos
Rodé por el lodo de aquel arrabal
Puente Alsina que ayer fueras mi regazo
De un zarpazo la avenida te alcanzó
Viejo puente, compañero y confidente
Sos la marca que en la frente al progreso te ha dejado
El suburbio rebelado, que por ahí te sucumbió
Yo no he conocido caricias de madre
Tuve un solo padre que fuera el rigor
Y llevo mis venas de sangre maleva
Gritando una gleba su crudo rencor
¿Por qué se lo llevan? Mi barrio, mi todo
Yo el hijo del lodo lo vengo a llorar
Mi barrio es mi madre que ya no responde
¡Que digan! ¿A dónde se va a sepultar?
Puente Alsina ¿dónde está ese malevaje?
¿Y el criollaje que hasta ayer te defendió?
Te enconaron, pero todos se arroyaron
Y callados contemplaron cuando a tajos la avenida
Hizo ojales en tu vida que por ha'i te desangró
Puente Alsina que ayer fueras mi regazo
De un zarpazo, la avenida te alcanzó
Viejo puente, compañero y confidente
Sos la marca que en la frente al progreso te ha dejado
El suburbio rebelado, que por ahí te sucumbió
Yo no he conocido caricias de madre
Tuve un solo padre que fuera el rigor
Y llevo mis venas de sangre maleva
Gritando una gleba su crudo rencor
¿Por qué se lo llevan? Mi barrio, mi todo
Yo el hijo del lodo lo vengo a llorar
Mi barrio es mi madre que ya no responde
¡Que digan! ¿A dónde se va a sepultar?
Ponte Alsina
Onde está meu bairro? Meu berço marginal
Pra onde a terra, refúgio de ontem
Apagou o asfalto com um golpe
A velha comunidade que me viu nascer
Na suspeita quietude do subúrbio
A noite de um turvo drama passional
E desde aquela noite eu, filho de todos
Rolei pela lama daquele arrabal
Ponte Alsina que ontem foste meu colo
Com um golpe, a avenida te alcançou
Velha ponte, companheiro e confidente
Você é a marca que na testa o progresso deixou
O subúrbio rebelde, que por ali te sucumbiu
Eu não conheci carícias de mãe
Tive um único pai que foi o rigor
E carrego minhas veias de sangue marginal
Gritando uma terra seu crudo rancor
Por que estão levando? Meu bairro, meu tudo
Eu, filho da lama, venho chorar
Meu bairro é minha mãe que já não responde
Que digam! Aonde vão te enterrar?
Ponte Alsina, onde está essa marginalidade?
E o povo que até ontem te defendeu?
Te atacaram, mas todos se calaram
E silenciosos contemplaram quando a avenida
Fez buracos na sua vida que por ali te desangrou
Ponte Alsina que ontem foste meu colo
Com um golpe, a avenida te alcançou
Velha ponte, companheiro e confidente
Você é a marca que na testa o progresso deixou
O subúrbio rebelde, que por ali te sucumbiu
Eu não conheci carícias de mãe
Tive um único pai que foi o rigor
E carrego minhas veias de sangue marginal
Gritando uma terra seu crudo rancor
Por que estão levando? Meu bairro, meu tudo
Eu, filho da lama, venho chorar
Meu bairro é minha mãe que já não responde
Que digam! Aonde vão te enterrar?