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A Minha Gente (Milonga)

Ruben Alberto Benegas

A Mi Gente (Milonga)

No piensen que de cumplido
Doy gracias por la atención
Las doy porque el corazón
Me manda con sus latidos
Al trato que he recibido

Lo voy a tner presente
Para que brote coherente
Mi verba buscando el punto
De equilibrio en los asuntos
Que le concierne a mi gente

No suelo perder el tino
Por cuestiones amorosas
Cuando la mala me acosa
Busco la voz del camino
Y al orientar mi destino

Hacia el canto sin frontera
Su bonanza me atempera
Y mi alma sin las amarras
Juguetea en la guitarra
Con la milonga campera

Soy paciente observador
De los misterios del cielo
Y las bellezas del suelo
Que rondan mi alrededor
Mi condición de cantor

Que atesora lo profundo
Me convierte en trotamundo
En pos del sentir humano
Para ser de mis paisanos
Su mensajero profundo

No me atan obligaciones
De bandos estatutarios
Que regulan los temarios
Para encauzar las canciones
Por eso ando en ocasiones

Por las estancias perdidas
Canturreando sin medidas
Y con tonos desiguales
En rueda con los mensuales
Que aprendieron con la vida

El día que mi existencia
Entre a rumbear al ocaso
Dios me dará para el caso
Una choza de querencia
No me importa la apariencia

Si es tranquila, será buena
Y para vivir la plena
Paz de mi última espera
¡Ruego que no haya tranquera
Ni perro atao a cadena!

A Minha Gente (Milonga)

Não pensem que por obrigação
Agradeço pela atenção
Agradeço porque o coração
Me manda com seus batimentos
Pelo trato que recebi

Vou ter isso em mente
Pra que brote coerente
Minha fala buscando o ponto
De equilíbrio nos assuntos
Que dizem respeito à minha gente

Não costumo perder a linha
Por questões amorosas
Quando a má sorte me persegue
Busco a voz do caminho
E ao orientar meu destino

Rumo ao canto sem fronteira
Sua bonança me acalma
E minha alma sem amarras
Brinca na guitarra
Com a milonga campeira

Sou um observador paciente
Dos mistérios do céu
E das belezas do chão
Que rondam ao meu redor
Minha condição de cantor

Que guarda o que é profundo
Me transforma em viajante
Em busca do sentir humano
Pra ser dos meus conterrâneos
Seu mensageiro profundo

Não me prendem obrigações
De bandos estatutários
Que regulam os temas
Pra direcionar as canções
Por isso ando às vezes

Pelas estâncias perdidas
Cantando sem medidas
E com tons desiguais
Em roda com os mensais
Que aprenderam com a vida

No dia em que minha existência
Começar a se pôr
Deus me dará para o caso
Uma cabana de afeto
Não me importa a aparência

Se for tranquila, será boa
E pra viver a plena
Paz da minha última espera
Rogo que não haja porteira
Nem cachorro amarrado a corrente!

Composição: Ruben Alberto Benegas