Al Galpe Por El Llano (Milonga)
Soy un potro de llanura
Que no conoce maneas
Solo obedezco a la idea
Donde apoyo mi postura
No pido ni doy usuras
Ni nunca fui acollarao
Mi cogote lo ha tocao
Solo las manos del viento
Y a mi pecho el argumento
Que la distancia le ha dao
Sobre el mundo en lo parejo
Toditos somos iguales
Y a toditos los guadales
Nos pediran el pellejo
No pido ni doy consejos
Cada cual viva su vida
Se lamerme las heridas
Y retozar en las buenas
Porque no hay agua en mis venas
Ni bozal a mi medida
Voy trenzando las jornadas
Ingiriendo amaneceres
Maceteando atardeceres
Y creciendo en guitarreadas
Llevo la vida entablada
En el corral de mi pecho
Sigo el rumbo bien derecho
Arreando los horizontes
Y allí donde yo desmonte
Tengo a mi sombra por techo
Y así seguiré viviendo
Lo que me resta de vida
Con el dolor de una herida
Que va en la sangre creciendo
El canto que voy virtiendo
Como emprendao de ideas
Deja clara donde sea
Apoyada a mi postura
Soy un potro de llanura
Que no conoce manea
Cavalo do Campo (Milonga)
Sou um potro do campo
Que não conhece rédeas
Só obedeço à ideia
Onde apoio minha postura
Não peço nem dou usura
Nem nunca fui amansado
Meu pescoço só foi tocado
Pelas mãos do vento
E ao meu peito o argumento
Que a distância me deu
Sobre o mundo na planície
Todos somos iguais
E a todos os pastos
Vão pedir nossa pele
Não peço nem dou conselhos
Cada um viva sua vida
Cuidando das feridas
E se divertindo nas boas
Porque não há água nas minhas veias
Nem freio que me sirva
Vou trançando os dias
Engolindo amanheceres
Batendo nos entardeceres
E crescendo nas serenatas
Levo a vida estabelecida
No curral do meu peito
Sigo o rumo bem reto
Atravessando os horizontes
E lá onde eu desmonte
Tenho minha sombra como teto
E assim continuarei vivendo
O que me resta de vida
Com a dor de uma ferida
Que vai na sangue crescendo
O canto que vou soltando
Como um punhado de ideias
Deixa claro onde quer que seja
Apoiada na minha postura
Sou um potro do campo
Que não conhece rédeas