Castigando (Milonga)
A nuestro canto de antaño
Yo no se por que lo innovan
Y el sabor criollo le roban
Para darle un gusto extraño
Es un verdadero engaño
Quererlo vestir de frak
De verguenza morira
Arrastrando sus faldones
Dejen que nuestras canciones
Vistan siempre chiripa
La calandria en jaula de oro
Cautiva de pena muere
Y así nuestro canto quiere
Libertad como tesoro
Junta todo su decoro
Pa' no rendir vasallaje
Libre va, como el oleaje
De la mar cuando se agita
Para vivir necesita
Olor a pampa salvaje
Yo desprecio el vocerio
De cavilosos censores
Yo desdeño sus temores
Y sus vardos desafios
Porque es legal, porque es mío
Y esto con fe, me arrebata
Y solo mente insensata
Podra ponerle mancilla
Porque valgo con golilla
Lo que valgo con corbata
Adoro la ilustracion
Y a sus ventajas, me amparo
Como lo prueba, bien claro
Mi vida y mi vocacion
Pero a tal alta distincion
Que en sus verdades encierra
No han sido grito de guerra
Para matar a mi pecho
El gusto franco y derecho
Por las cosas de mi tierra
Castigando (Milonga)
Ao nosso canto de antigamente
Não sei por que mudam
E o sabor criollo roubam
Pra dar um gosto estranho
É um verdadeiro engano
Querer vestir de fraque
De vergonha vai morrer
Arrastando suas saias
Deixem que nossas canções
Se vistam sempre de alegria
A calandria na jaula de ouro
Cativa de dor, morre
E assim nosso canto quer
Liberdade como tesouro
Reúne todo seu decoro
Pra não se submeter
Livre vai, como a maré
Do mar quando se agita
Pra viver precisa
Cheiro de pampa selvagem
Eu desprezo o falatório
De censores maldosos
Eu desdenho seus medos
E seus desafios vagos
Porque é legal, porque é meu
E isso com fé, me arrebata
E só uma mente insensata
Poderá manchar
Porque valho com golinha
O que valho com gravata
Adoro a ilustração
E me amparo em suas vantagens
Como prova, bem claro
Minha vida e minha vocação
Mas a tal alta distinção
Que em suas verdades encerra
Não foram gritos de guerra
Pra matar meu peito
O gosto franco e direito
Pelas coisas da minha terra