Cencerro de Pino (Milonga)
Este cencerro de pino
Esta sonora vihuela
Ha sido y será la escuela
De mi sentir de argentino
Guitarra, claro camino
Que hacía mi pueblo me guias
Cuando en mis horas sombrias
Pulso tus cuerdas serenas
Hecho en tu caja mis penas
Y florecen alegrías
Tus cuerdas en mi sentir
Son rejas donde cautivo
Hace mucho tiempo vivo
Y así me pienso morir
Si una vez quise salir
En busca de otro paisaje
Hoy ya me falta coraje
Porque en aquella ocasión
Se me quedo el corazón
Enrredao en tu cordaje
El día que mi alma herida
Alcance por fin la luz
No quiero que hagan mi cruz
Con tu madera querida
Morir, no es dejar la vida
Tan solo es cambiar de sueño
Y aunque luego con empeño
Un nuevo cantor te pulse
Siempre tu acento más dulce
Ha de ser para tu dueño
Cencerro de Pino (Milonga)
Este cencerro de pino
Essa sonoridade da vihuela
Foi e sempre será a escola
Do meu sentir argentino
Violão, claro caminho
Que fazia meu povo me guiar
Quando nas horas sombrias
Toque suas cordas serenas
Feito na sua caixa minhas penas
E florescem alegrias
Suas cordas no meu sentir
São grades onde estou preso
Faz tempo que eu vivo
E assim eu penso em morrer
Se uma vez quis sair
Em busca de outra paisagem
Hoje já me falta coragem
Porque naquela ocasião
Meu coração ficou
Enrolado no seu cordão
No dia em que minha alma ferida
Alcançar por fim a luz
Não quero que façam minha cruz
Com sua madeira querida
Morrer, não é deixar a vida
É apenas mudar de sonho
E embora depois com empenho
Um novo cantor te toque
Sempre seu tom mais doce
Deve ser para seu dono
Composição: Roberto Cambaré