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Da Ausência Não Se Volta (Milonga)

Ruben Alberto Benegas

De La Ausencia No Se Vuelve (Milonga)

Entre de vuelta al pueblo
Pueblo que me vio crecer
Me llovían por los ojos
Los años de la niñez

Fui hasta una quinta querida
La habían parcelado ya
La fruta de la nostalgia
Se me agrio en el paladar

Milonga de los caminos
Caminitos de tandil
Entre al pueblo pa' un encuentro
Y solitario me vi

La teresita, la coca
La yolanda ¿dónde están?
Alguna tal vez me nombre
Pero ya me va a olvidar

Me acordé de aquellos locos
Que eran tema familiar
Siempre sueltos por las calles
Sin hacer daño jamás

Si se cae la movediza
Ese día me muero yo
Y cuando cayó la piedra
Pandereta se murió

Loco pito, loco lacho
Loco lito, loco Juan
Y este loco que ha esperado
Tanto para regresar

Lo loco no es la partida
Irse porque si nomás
Es loco volver a un pago
Que no te conoce ya

Mire el cerro de las animas
Me vi treparlo otra vez
Me vi correr por su cima
Con ovidio curuchet

No me conoció la sierra
No me canto el manantial
Los ruidos no son los ruidos
Que vivía en otra edad

Busque el pueblo de mi infancia
Y no lo pude encontrar
La historia no es un recuerdo
Sino un camino que va

De la ausencia no se vuelve
Eso fue lo que sentí
Llegue como de regreso
Y sin regresar me fui

Milonga de los caminos
Caminitos de tandil
Entre al pueblo pa' un encuentro
Y solitario sali

Da Ausência Não Se Volta (Milonga)

Entre de volta ao povoado
Povo que me viu crescer
Me caíam pelos olhos
Os anos da infância

Fui até uma chácara querida
Já tinham dividido tudo
A fruta da nostalgia
Amargou no meu paladar

Milonga dos caminhos
Caminhinhos de Tandil
Entrei no povoado pra um encontro
E sozinho me vi

A Teresita, a Coca
A Yolanda, onde estão?
Alguma talvez me lembre
Mas já vai me esquecer

Lembrei daqueles doidos
Que eram tema familiar
Sempre soltos pelas ruas
Sem fazer mal a ninguém

Se a areia se desmancha
Nesse dia eu morro eu
E quando a pedra caiu
A pandeireta se foi

Loco Pito, Loco Lacho
Loco Lito, Loco Juan
E esse doido que esperou
Tanto pra voltar

O doido não é a partida
Ir embora assim, sem mais
É doido voltar a um lugar
Que já não te conhece mais

Olhei o cerro das almas
Me vi subindo outra vez
Me vi correndo no topo
Com Ovidio Curuchet

A serra não me reconheceu
O manancial não cantou pra mim
Os ruídos não são os ruídos
Que vivi em outra época

Busquei o povoado da minha infância
E não consegui encontrar
A história não é uma lembrança
Mas um caminho que vai

Da ausência não se volta
Isso foi o que senti
Cheguei como se voltasse
E sem voltar eu parti

Milonga dos caminhos
Caminhinhos de Tandil
Entrei no povoado pra um encontro
E sozinho saí

Composição: Ruben Alberto Benegas