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Deixa os Ventos Assobiarem (Milonga)

Ruben Alberto Benegas

Deja Que Silben Los Vientos (Milonga)

Dejá que silben los vientos
Y que se arqueen los talas
Que en este rancho de adobe
Jamás ha pasado nada

El horcón y las tijeras
Están muy bien sujetadas
Por unas sogas y tientos
Que fueron bien maseteadas
De una yegua cimarrona
Que quebré en una pialada

Dejá que silben los vientos
Y que castiguen las aguas
Y que en la vieja tapera
Se aparezca la luz mala

Que todo lo que sea luz
Es mejor nunca apagarla
Mientras rebire unos tientos
Atracá al fuego la pava
Y cebame unos amargos
Compañera de mi alma

Dejá que silben los vientos
Y que llueva con más gana
Que buena falta hace aquí
Que cayeran estas aguas

Mañana cuando amanezca
Con el lucero del alba
Ensillaré mi picaso
Pa'ensillar la caballada
Y dir arando estas tierras
Y después poder sembrarlas

Nunca te asustes del viento
Ni le temas a las aguas
Asustate de que puedas
Hacer una cosa mala

Yo voy a dir ensillando
Pa'traer la caballada
Vos seguí con tus quehaceres
Que sos una moza guapa
Dejá que silben los vientos
Y aparezca la luz mala

Deixa os Ventos Assobiarem (Milonga)

Deixa os ventos assobiarem
E que as árvores se curvem
Que neste rancho de adobe
Nunca aconteceu nada

O horcón e as tesouras
Estão bem amarrados
Por umas cordas e tiras
Que foram bem amarradas
De uma égua brava
Que eu dominei numa laçada

Deixa os ventos assobiarem
E que as águas castiguem
E que na velha tapera
A luz ruim apareça

Que tudo que é luz
É melhor nunca apagar
Enquanto eu revirar umas tiras
Coloca a chaleira no fogo
E me prepara uns amargos
Companheira da minha alma

Deixa os ventos assobiarem
E que chova com mais força
Que faz falta aqui
Que essas águas caiam

Amanhã quando amanhecer
Com a estrela da manhã
Vou selar meu picaso
Pra selar a cavalgada
E arando essas terras
E depois poder semear

Nunca tenha medo do vento
Nem tema as águas
Tenha medo de que você possa
Fazer algo errado

Eu vou indo selando
Pra trazer a cavalgada
Você continua com suas tarefas
Que você é uma moça bonita
Deixa os ventos assobiarem
E que a luz ruim apareça