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A Casinha dos Meus Velhos (Tango)

Ruben Alberto Benegas

La Casita de Mis Viejos (Tango)

Barrio tranquilo de mi ayer
En un triste atardecer
A tu esquina vuelvo viejo
Vuelvo más viejo
Los años me han cambiado

En mi cabeza nieves grises ha dejado
Yo fui viajero del dolor
Y en mi andar de soñador
No fije mi mal de vida
Pues cada beso lo borré con una copa

Las mujeres siempre son
Las que matan la ilusión
Vuelvo vencido a la casita de mis viejos
Cada cosa es un recuerdo que se agita en mi memoria

Mis veinte abriles me llevaron lejos
Locuras juveniles, la falta de consejo
Hay en la casa un hondo y cruel silencio huraño
Y al golpear, como un extraño
Me recibe el viejo criado
Habré cambiado totalmente, que el anciano por la voz

Tan solo me reconoció
Solo a mi madre, la encontré
De la puerta la llame
Y me miró con esos ojos
Con esos ojos
Nublados por el llanto
Como diciéndome porqué, porqué tardaste tanto

Ya nunca más he de partir
Y a su lado he de vivir
Al calor de esta otra vida
Solo una madre nos perdona en este mundo
Es la única verdad
Es mentira lo demás

Vuelvo vencido a la casita de mis viejos
Cada cosa es un recuerdo que se agita en mi memoria
Mis veinte abriles me llevaron lejos
Locuras juveniles, la falta de consejo
Hay en la casa un hondo y cruel silencio huraño

Y al golpear, como un extraño
Me recibe el viejo criado
Habré cambiado totalmente, que el anciano por la voz
Tan solo me reconoció

A Casinha dos Meus Velhos (Tango)

Bairro tranquilo do meu passado
Em um triste entardecer
Volto à sua esquina, velho
Volto mais velho
Os anos me mudaram

Na minha cabeça, neves cinzas deixaram
Fui viajante da dor
E no meu andar de sonhador
Não fixei meu mal de vida
Pois cada beijo eu apaguei com uma dose

As mulheres sempre são
As que matam a ilusão
Volto vencido à casinha dos meus velhos
Cada coisa é uma lembrança que se agita na minha memória

Meus vinte anos me levaram longe
Loucuras juvenis, a falta de conselho
Há na casa um profundo e cruel silêncio
E ao bater, como um estranho
Sou recebido pelo velho criado
Haverei mudado tanto, que o velho pela voz

Só me reconheceu
Só à minha mãe, encontrei
Da porta a chamei
E ela me olhou com aqueles olhos
Com aqueles olhos
Nublados pelo choro
Como se me dissesse por que, por que demorou tanto

Nunca mais vou partir
E ao seu lado vou viver
Ao calor desta outra vida
Só uma mãe nos perdoa neste mundo
É a única verdade
É mentira o resto

Volto vencido à casinha dos meus velhos
Cada coisa é uma lembrança que se agita na minha memória
Meus vinte anos me levaram longe
Loucuras juvenis, a falta de conselho
Há na casa um profundo e cruel silêncio

E ao bater, como um estranho
Sou recebido pelo velho criado
Haverei mudado tanto, que o velho pela voz
Só me reconheceu

Composição: Juan Carlos Cobian- Enrique Cadicamo