La N. N (Chacarera)
Cuando me vine del Norte
Traía alforjas todas llenas
De algarroba y alfeñiques
Piperina y yerba buena
También me cargué un quesillo
Charqui de carne de oveja
Y un yuyito sapo macho
Para aventar a las penas
Un ponchito todo hilachas
Regalo de mama vieja
Se me enredó en las alforjas
Como si fuera una queja
Caramba que traía mucho
Cuando me vine del Norte
Que vientos me castigaron
Para dejarme tan pobre
El beso de mama vieja
Su mano vuelta en un nombre
Como un pañuelo perdido
Que va llorando en adioses
Cargué con todos mis sueños
Traigo canciones del monte
El cantar de los coyuyos
Y el suspirar de mis noches
El grito de mis paisanos
Nacido entre los rigores
Porque el que es hijo del cerro
Siempre le suebran dolores
Caramba que traía mucho
Cuando me vine del Norte
Que vientos me castigaron
Para dejarme tan pobre
A N. N (Chacarera)
Quando eu vim do Norte
Trouxe a mochila toda cheia
De algarroba e doces
Piperina e erva-doce
Também carreguei um queijinho
Carne seca de ovelha
E uma plantinha sapo macho
Pra espantar as tristezas
Um ponchito todo desfiado
Presente da minha mãe velha
Se enroscou nas mochilas
Como se fosse uma queixa
Caramba, eu trouxe muita coisa
Quando eu vim do Norte
Que ventos me castigaram
Pra me deixar tão pobre
O beijo da minha mãe velha
Sua mão voltada em um nome
Como um lenço perdido
Que vai chorando em despedidas
Carreguei todos os meus sonhos
Trago canções do mato
O canto dos coyuyos
E o suspiro das minhas noites
O grito dos meus conterrâneos
Nascido entre os rigores
Porque quem é filho da serra
Sempre tem suas dores
Caramba, eu trouxe muita coisa
Quando eu vim do Norte
Que ventos me castigaram
Pra me deixar tão pobre