La Tapera (Milonga)
Un montoncito de paja
Paredes rotas de barro
Y el brocal de un pozo viejo
Es todo lo que ha quedado
Total, por una tapera
No viá ponerme a llorar
Habrá tantas olvidadas
Qué importa que haiga una más
Un montoncito de paja
Que nunca podré olvidar
Si hasta parece mentira
Que esto me haga lagrimear
Mi infancia y mis pobres viejos
Donde amé por vez primera
Si encerrás tantos recuerdos
¡Cómo olvidarte, tapera!
A Tapera (Milonga)
Um montinho de palha
Paredes quebradas de barro
E o poço de um velho
É tudo que sobrou
No fim, por uma tapera
Não vou me pôr a chorar
Haverá tantas esquecidas
Que importa ter uma a mais
Um montinho de palha
Que nunca vou esquecer
Parece até mentira
Que isso me faça chorar
Minha infância e meus velhos pobres
Onde amei pela primeira vez
Se guardas tantas memórias
Como te esquecer, tapera!
Composição: Edmundo P. Zaldivar