395px

Mala Sorte (Tango)

Ruben Alberto Benegas

Mala Suerte (Tango)

¡Se acabó nuestro cariño, me dijiste fríamente
Yo pensé pa' mis adentros, puede que tenga razón
Lo pensé y te dejé sola, sola y dueña de tu vida
Mientras yo con mi conciencia me jugaba el corazón

Y cerré fuerte los ojos, y apreté fuerte los labios
Pa' no verte, pa' no hablarte, pa' no gritar un adiós
Y tranqueando despacito me fui al bar que está en la esquina para ahogar con cuatro tragos lo que pudo ser tu amor

Yo no pude prometerte
Cambiar la vida que llevo
Porque nací calavera
Y así me habré de morir

A mí me tira la farra
El café, la muchachada
Y donde anda una milonga
Yo no puedo estar sin ir

Bien sabés cómo yo he sido
Bien sabés cómo he pensado
De mis locas inquietudes
De mi afán de callejear

Mala suerte si te pierdo
Mala suerte si ando solo
El culpable soy de todo
Ya que no puedo cambiar

Porque yo sé que mi vida no es una vida modelo
Porque el que tiene un cariño, al cariño se ha de dar
Y yo soy como el jilguero, que aun estando en jaula de oro
En su canto llora siempre el antojo de volar

He tenido mala suerte, pero hablando francamente
Yo te quedo agradecido, has sido novia y mujer
Si la vida ha de apurarme con rigores algún día
¡Ya podés estar segura que de vos me acordaré!

Yo no pude prometerte
Cambiar la vida que llevo
Porque nací calavera
Y así me habré de morir

A mí me tira la farra
El café, la muchachada
Y donde anda una milonga
Yo no puedo estar sin ir

Bien sabés cómo yo he sido
Bien sabés cómo he pensado
De mis locas inquietudes
De mi afán de callejear

Mala suerte si te pierdo
Mala suerte si ando solo
El culpable soy de todo
Ya que no puedo cambiar

Mala Sorte (Tango)

Acabou nosso carinho, você me disse friamente
Eu pensei comigo, pode ser que você tenha razão
Pensei e te deixei sozinha, sozinha e dona da sua vida
Enquanto eu, com minha consciência, arriscava o coração

E fechei bem os olhos, e apertei bem os lábios
Pra não te ver, pra não te falar, pra não gritar um adeus
E devagarinho fui pro bar que tá na esquina pra afogar com quatro doses o que poderia ser seu amor

Eu não pude te prometer
Mudar a vida que levo
Porque nasci calavera
E assim vou ter que morrer

Eu sou atraído pela farra
Pelo café, pela rapaziada
E onde tem uma milonga
Não consigo ficar sem ir

Você sabe bem como eu sou
Você sabe bem como eu penso
Sobre minhas loucas inquietações
Sobre meu desejo de andar pelas ruas

Mala sorte se eu te perder
Mala sorte se eu andar sozinho
O culpado sou eu de tudo
Já que não posso mudar

Porque eu sei que minha vida não é uma vida modelo
Porque quem tem um amor, deve se entregar ao amor
E eu sou como o canário, que mesmo estando em uma jaula de ouro
Em seu canto sempre chora o desejo de voar

Eu tive má sorte, mas falando francamente
Eu te agradeço, você foi namorada e mulher
Se a vida me apertar com rigores algum dia
Pode ter certeza que de você eu vou lembrar!

Eu não pude te prometer
Mudar a vida que levo
Porque nasci calavera
E assim vou ter que morrer

Eu sou atraído pela farra
Pelo café, pela rapaziada
E onde tem uma milonga
Não consigo ficar sem ir

Você sabe bem como eu sou
Você sabe bem como eu penso
Sobre minhas loucas inquietações
Sobre meu desejo de andar pelas ruas

Mala sorte se eu te perder
Mala sorte se eu andar sozinho
O culpado sou eu de tudo
Já que não posso mudar

Composição: FRANCISCO LOMUTO- FRANCISCO GORRINDO