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Eu Nunca Peço Permissão (Milonga)

Ruben Alberto Benegas

Yo Nunca Pido Permiso (Milonga)

Yo nuca pido permiso
Pa' cantar una milonga
Basta que yo lo disponga
Con que nada más preciso
Esta tierra donde piso

Es del paisano rural
Y aunque alguno lo halle mal
Pues mi voz no da pa' tanto
Y al bichoco de mi canto
Via echarle un medio bozal

Yo le canto a mar del plata
Pago donde nació mi fama
Siempre que puedo a mi mama
Por quien mi amor se desata
Al apellido es mi tata

Que me entrego su heredad
Al que dice la verdad
Y al que fundo nuestra raza
Levadura que se amasa
El pan de mi libertad

Considero que el cantor
Debe alternar en la rueda
Y hacerlo siempre que pueda
Con decencia y con valor
Y no pedir por favor

Que lo escuche el paisanaje
Cuando hago un alto en el viaje
Naides me pisa la raya
Si al final cuando me vaya
Me va día con lo que traje

Por eso no ando pidiendo
Ni permiso, ni atención
Canto con la convicción
De saber que estoy haciendo
Seguro que a nadie oyendo

Pues no tengo picardía
Al decirle hasta otro día
Aquel que escucharme quiso
Pa' que vía a pedir permiso
Si toda la tierra es mía

Eu Nunca Peço Permissão (Milonga)

Eu nunca peço permissão
Pra cantar uma milonga
Basta que eu decida
Com o que eu preciso
Essa terra onde piso

É do homem do campo
E embora alguns achem ruim
Pois minha voz não é pra tanto
E ao bichinho do meu canto
Vou colocar um meio bozal

Eu canto pra Mar del Plata
Lugar onde nasceu minha fama
Sempre que posso, pra minha mãe
Por quem meu amor se solta
Ao sobrenome, é meu pai

Que me deixou sua herança
Aquele que diz a verdade
E ao que fundou nossa raça
Fermento que se amassa
O pão da minha liberdade

Considero que o cantor
Deve alternar na roda
E fazer isso sempre que puder
Com decência e coragem
E não pedir por favor

Que o povo escute
Quando faço uma pausa na viagem
Ninguém me pisa a linha
Se no final, quando eu for
Me vai bem com o que trouxe

Por isso não fico pedindo
Nem permissão, nem atenção
Canto com a convicção
De saber que estou fazendo
Certeza que ninguém ouvindo

Pois não tenho malícia
Ao dizer até outro dia
Aquele que quis me ouvir
Pra que eu vá pedir permissão
Se toda a terra é minha