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As Ruas

Rubén Blades

Las Calles

Las calles de nuestros barrios nuncan toman prisioneros
quiebran al que no resiste sea local o sea extranejero
ay la paciencia no existe con los que son majaderos
cada victima es culpable, si cayo por traicionero.

Que paso con esos guapos que alardeaban con su vida
terminaron desonrando el honor de nuestra esquina
ni siquiera el sobrenombre, sobrevive en la avenida
le quitaron los colmillos, el collar y la leontina.

Son paginas estas calles que se cogen con los años
escritas en un idioma que no entienden los extraños
nacimos de muchas madres pero aqui solo hay hermanos
en mi calleeeeeeee . . .
la vida y la muerte bailan con la cerveza en la mano

Soy de aqui de los que sobrevivieron
soy de aqui . . .
yo soy esa esquina chiquita bonita bendita, de los que nunca se fueron
soy de alli de los que sobrevivieron
de los que que enfrentando la adversidad
cogieron herida y golpe en cantidad y no se rindieron
soy de alli de los que sobrevivieron
comiendo arroz blanco con porck and beans
en plato hondo y ancho y con cuchara y bien frito el huevo
soy de alli de los que sobrevivieron
alma de poeta, abrazos de amantes, piernas de calles y lujos de hielo
soy de alli de los que sobrevivieron
a puro corazon me fui de Panamá a colon caminando con maelo
pa llegar a portobelo y saludar al nazareno

soy de alli de los que sobrevivieron
yo soy el hijo de Anolan y a pie sin coche
sobrevivi de dia, sobrevivi la noche

soy de aqui de los que sobrevivieron
yo soy de alli, yo soy de alli tu sabes que si

Letra por: Alberto Martinez (Panameño)

As Ruas

As ruas dos nossos bairros nunca fazem prisioneiros
quebram quem não resiste, seja local ou estrangeiro
ah, a paciência não existe com quem é folgado
toda vítima é culpada, se caiu por traiçoeiro.

O que aconteceu com aqueles valentões que se achavam
terminaram desonrando a honra da nossa esquina
nem mesmo o apelido, sobrevive na avenida
levaram os dentes, o colar e a corrente.

São páginas essas ruas que se escrevem com os anos
escritas em um idioma que os estranhos não entendem
nascemos de muitas mães, mas aqui só há irmãos
na minha ruaaaaaaaaa . . .
a vida e a morte dançam com a cerveja na mão

Sou daqui, dos que sobreviveram
sou daqui . . .
eu sou aquela esquinha pequena, bonita, bendita, dos que nunca se foram
sou de lá, dos que sobreviveram
dos que, enfrentando a adversidade,
tomaram ferida e soco em quantidade e não se renderam
sou de lá, dos que sobreviveram
comendo arroz branco com feijão
em prato fundo e largo, e com colher, e bem frito o ovo
sou de lá, dos que sobreviveram
alma de poeta, abraços de amantes, pernas de ruas e luxos de gelo
sou de lá, dos que sobreviveram
com puro coração, fui de Panamá a Colón, caminhando com Maelo
pra chegar a Portobelo e cumprimentar o Nazareno

sou de lá, dos que sobreviveram
eu sou o filho de Anolan e a pé, sem carro
sobrevivi de dia, sobrevivi à noite

sou daqui, dos que sobreviveram
eu sou de lá, eu sou de lá, você sabe que sim

Letra por: Alberto Martinez (Panameño)

Composição: Rubén Blades