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O Relicário

Rudolph Valentino

El Relicario

Un día de san eugenio
Yendo hacia el prado le conocí
Era el torero de más tronio
Y el más castizo de to madrid.

Iba en calesa
Pidiendo guerra
Y yo al mirarlo
Me estremeci.

Y el al notarlo
Bajo del coche
Y muy garboso
Se vino a mi
Tiro la capa
Con gesto altivo
Y descubriendose
Me dijo asi:

Pisa morena
Pisa con garbo
Que un relicario
Que un relicario me voy hacer
Con el trocito de mi capote
Que haya pasado
Que haya pisado tan lindo pie.

Un lunes abrileño el toreaba
Y a verlo fui
Nunca lo hiciera que aquella tarde
De sentimiento crei morir
Al dar un lance
Cayo en la arena
Se sintio herido
Miró hacia mi

Y un relicario
Saco del pecho
Que yo enseguida
Reconoci
Cuando el torero
Caia inerte
En su delirio
Decia asi:

Pisa morena
Pisa con garbo
Que un relicario
Que un relicario me voy hacer
Con el trocito de mi capote
Que haya pasado
Que haya pisado tan lindo pie

O Relicário

Um dia de São Eugênio
Indo pro prado, eu o conheci
Era o toureiro mais famoso
E o mais autêntico de toda Madrid.

Ele ia de carruagem
Pedindo briga
E eu, ao vê-lo
Me estremeci.

E ele, ao notar
Desceu do carro
E muito elegante
Veio até mim.
Jogou a capa
Com gesto altivo
E se descobrindo
Me disse assim:

Pisa, morena
Pisa com graça
Que um relicário
Que um relicário eu vou fazer
Com o pedacinho do meu capote
Que tenha passado
Que tenha pisado esse pé tão lindo.

Numa segunda de abril, ele estava lutando
E eu fui vê-lo
Nunca deveria ter ido naquela tarde
De emoção, achei que ia morrer.
Ao dar um golpe
Caiu na areia
Sentiu-se ferido
Olhou pra mim.

E um relicário
Tirou do peito
Que eu logo
Reconheci.
Quando o toureiro
Caiu inerte
Em seu delírio
Disse assim:

Pisa, morena
Pisa com graça
Que um relicário
Que um relicário eu vou fazer
Com o pedacinho do meu capote
Que tenha passado
Que tenha pisado esse pé tão lindo.

Composição: Oliveros, Padilla, Castellví