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A Dois Palmos do Chão

Rupatrupa

A Dos Palmos Del Suelo

Libre albedrío, ganas de nada
Toca tejer alas de piedra, seda y papel
Para subir, pero no demasiado
Siempre es mejor saltar del balcón con el suelo al lado

En los días de frío no hay quien me aguante
Siento una nube negra errante muy cercana
Pruebo a saltar por la ventana
Me cruzo con gente y me vuelvo a encerrar, prefiero la cama

No eches la llave
Puede que salga a olvidar
No hay quien me calle
Cuando me pongo a gritar
Reventando por dentro
Remendando las heridas que va dejando el tiempo

Tu cuerpo se queja
Intoxicado de los pies a la cabeza
La pereza te pesa
Y tu alma empieza a flotar

Lo demás no interesa
Lo de fuera no
Volar solo, volar
Tu mente se enciende
Arde en llamas, no atiende
Se quema y empieza a inventar

Tu cuerpo no entiende
La manía tan fea que tienes de echar a
Volar solo, volar
Y ahora prefiero respirar aire contaminado
Cargado de humo denso que me lleve al otro lado
De la realidad, donde la humanidad
No ha fracasado en la labor de comprender lo que es ser libre

Y me pierdo entre licores
Que no podrán curar los desamores que sufrí
Pero si he de vivir en este mundo roto
Permítanme volar para no volverme loco
Estoy en ruinas
Pero borracho disimulo la ansiedad que contamina
Mi felicidad, y enturbia mi rutina

Ya no me entiendo ni yo
Estoy jugando con fuego
Me quemaré, me quemaré
Por las noches tengo miedo
Me quemaré, sé que me quemaré
Pierdo los nervios por no estar a solas
Pierdo palabras que no escribo en el papel
Pierdo tiempo, pierdo vida, pierdo horas
Haciendo lo que no quiero hacer

Dejadme de hablar, no me hace reír
La gente normal se podría morir
Veo la Luna al final del túnel
No deis la luz, no quiero luz
Sé que el alcohol me une a las resacas
Cuando celebro la vida de bar en bar

La sombra de ayer me vino a buscar
Me pongo a correr y ella siempre detrás
No vas a escapar, no vas a escapar
No me hagas correr que no vas a escapar

No vas a escapar, no vas a escapar
Y ahora prefiero respirar aire contaminado
Cargado de humo denso que me lleve al otro lado
De la realidad, donde la humanidad
No ha fracasado en la labor de comprender lo que es ser libre

Y me pierdo entre licores
Que no podrán curar los desamores que sufrí
Pero si he de vivir en este mundo roto
Permítanme volar para no volverme loco
Estoy en ruinas
Pero borracho disimulo la ansiedad que contamina
Mi felicidad, y enturbia mi rutina
Ya no me entiendo ni yo

A Dois Palmos do Chão

Livre arbítrio, vontade de nada
Toca de tecer asas de pedra, seda e papel
Pra subir, mas não muito
Sempre é melhor pular da sacada com o chão ao lado

Nos dias frios, ninguém me aguenta
Sinto uma nuvem negra errante bem perto
Tento pular pela janela
Me cruzo com gente e me tranco de novo, prefiro a cama

Não tranca a porta
Pode ser que eu saia pra esquecer
Ninguém me cala
Quando começo a gritar
Explodindo por dentro
Remendando as feridas que o tempo vai deixando

Teu corpo se queixa
Intoxicado dos pés à cabeça
A preguiça te pesa
E tua alma começa a flutuar

O resto não interessa
O que tá fora não
Voar sozinho, voar
Teu pensamento se acende
Arde em chamas, não atende
Queima e começa a inventar

Teu corpo não entende
A mania tão feia que você tem de ir embora
Voar sozinho, voar
E agora prefiro respirar ar poluído
Carregado de fumaça densa que me leve pro outro lado
Da realidade, onde a humanidade
Não falhou na tarefa de entender o que é ser livre

E me perco entre bebidas
Que não vão curar os desamores que sofri
Mas se eu tiver que viver nesse mundo quebrado
Me deixem voar pra não ficar louco
Estou em ruínas
Mas bêbado disfarço a ansiedade que contamina
Minha felicidade, e turva minha rotina

Já não me entendo nem eu
Estou brincando com fogo
Vou me queimar, vou me queimar
À noite tenho medo
Vou me queimar, sei que vou me queimar
Perco os nervos por não estar sozinho
Perco palavras que não escrevo no papel
Perco tempo, perco vida, perco horas
Fazendo o que não quero fazer

Me deixem em paz, não me faz rir
A gente normal poderia morrer
Vejo a Lua no fim do túnel
Não acendam a luz, não quero luz
Sei que o álcool me une às ressacas
Quando celebro a vida de bar em bar

A sombra de ontem veio me buscar
Começo a correr e ela sempre atrás
Você não vai escapar, não vai escapar
Não me faça correr que você não vai escapar

Não vai escapar, não vai escapar
E agora prefiro respirar ar poluído
Carregado de fumaça densa que me leve pro outro lado
Da realidade, onde a humanidade
Não falhou na tarefa de entender o que é ser livre

E me perco entre bebidas
Que não vão curar os desamores que sofri
Mas se eu tiver que viver nesse mundo quebrado
Me deixem voar pra não ficar louco
Estou em ruínas
Mas bêbado disfarço a ansiedade que contamina
Minha felicidade, e turva minha rotina
Já não me entendo nem eu

Composição: