A Heart That Beats No More
a child from my high school was sent off to iraq.
he got shot in the head, he's never coming back.
i didn't really know him, but i know a lot of kids,
who sold themselves as soldiers, whose fate may be like his.
it makes me think of high school, and the kids who walked the halls.
and i wonder how many of them, went off to heed the call...
who closed their eyes so quickly and bought the myth of war:
the promises of honor, or a heart that beats no more...
i think about that hallway that was right outside the gym.
i think about that doorway, there were students coming in.
right by the cafeteria, where lunch was everyday.
where the army had their table, and gave free pens away...
i saw those pens a lot, "be all that you can be,"
murder a couple families, and we'll pay for your degree.
they always mentioned money, as if soldiers came home rich.
they tricked you into killing, and you fell for it.
i remember many times when i saw that table there,
and i cursed myself to think, that i never made it clear,
that this is not normality, it's not another trend,
it's soldiers in my hallway, murdering my friends!
now i say it loudly, wishing i was there:
"fuck you, recruiters! stop targeting my peers!
it's not my war to fight in, and neither is it yours!
you're sending kids like me to die, in other peoples' wars!"
so stop and think, my friends,
next time you see marines,
talkin' to your classmates,
think just what it means.
'cause soldiers are not heroes,
let's make it clearly known:
they're kids like you and me,
whose hearts and minds were overthrown.
don't be scared of nothin', please take this advice.
if they start talkin' to your classmates, stand your ground and fight.
and don't be fooled by fables, that the textbook authors type.
their wars are fought for profit, not for peoples' rights.
Um Coração Que Não Bate Mais
um garoto da minha escola foi mandado pro iraque.
ele levou um tiro na cabeça, nunca mais vai voltar.
eu não o conhecia bem, mas conheço muitos garotos,
que se venderam como soldados, cujo destino pode ser como o dele.
isso me faz pensar na escola, e nas crianças que andavam pelos corredores.
e eu me pergunto quantos deles, foram atender ao chamado...
quem fechou os olhos tão rápido e comprou o mito da guerra:
as promessas de honra, ou um coração que não bate mais...
eu penso naquele corredor que ficava bem do lado da quadra.
eu penso naquela porta, onde os alunos entravam.
ali perto da cantina, onde o almoço era todo dia.
o exército tinha sua mesa, e distribuía canetas de graça...
eu vi aquelas canetas várias vezes, "seja tudo que você pode ser,"
mata algumas famílias, e a gente paga sua faculdade.
eles sempre falavam de grana, como se os soldados voltassem ricos.
eles te enganaram pra matar, e você caiu nessa.
lembro de várias vezes que vi aquela mesa lá,
e eu me xingava por pensar, que nunca deixei claro,
que isso não é normalidade, não é mais uma moda,
são soldados no meu corredor, matando meus amigos!
agora eu digo isso alto, desejando estar lá:
"vai se foder, recrutadores! parem de mirar nos meus colegas!
não é minha guerra pra lutar, e nem é a sua!
vocês estão mandando garotos como eu morrer, nas guerras dos outros!"
então pare e pense, meus amigos,
na próxima vez que ver fuzileiros,
conversando com seus colegas,
pense bem no que isso significa.
porque soldados não são heróis,
que fique bem claro:
são crianças como você e eu,
cujos corações e mentes foram derrubados.
não tenha medo de nada, por favor, siga esse conselho.
se eles começarem a falar com seus colegas, mantenha sua posição e lute.
e não se deixe enganar por fábulas, que os autores dos livros escrevem.
as guerras deles são lutadas por lucro, não pelos direitos das pessoas.