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Segunda Virginidade

Saavedra

Segunda Virginidad

Hoy no cambiaría ni el sofá
Que nos acuna alguna que otra noche
Ni mi falda, ni tu espalda, ni mi coche
Ya cansado de tanto rodar

Hoy no cambiaría ni esta piel
Que ya los años van colonizando
Que al placer le pasa cuentas por cobrar
Por no haber aparecido desde siempre

Hoy no cambiaría la ansiedad
De amarnos con testigos imprudentes
De darte mí segunda virginidad
Con urgencia de condenada a muerte

[coro]
No te cambio ni loca
Ni tus brazos ni tu alma ni tu boca

Ya que te volviste imprescindible
Como aquella espina que me jode
Hoy que esta la piel y el corazón
En proceso de metamorfosis

Hoy que me declaro una inconsciente
Por debilidad de las neuronas
Abandono mis batallas contra el ruido
Porque quiero emborracharme de tu voz

No cambio los horarios de vampiro
Las gafas para el sol ya están colgadas
Aunque confieso que nunca me gustaron
Las luces que no fueran apagadas

No te cambio ni loca
Ni tus brazos ni tu alma ni tu boca

Hoy no me devuelvo a lo que fui
Para este timón ya no hay reversa
Amarte sobrepasa expectativas
De esta atea, que de amar, quedó conversa

Segunda Virginidade

Hoje não trocaria nem o sofá
Que nos embala de vez em quando
Nem minha saia, nem suas costas, nem meu carro
Já cansado de tanto rodar

Hoje não trocaria nem esta pele
Que os anos já estão colonizando
Que ao prazer cobra contas a pagar
Por não ter aparecido desde sempre

Hoje não trocaria a ansiedade
De nos amarmos com testemunhas imprudentes
De te dar minha segunda virginidade
Com a urgência de uma condenada à morte

[coro]
Não te troco nem louca
Nem seus braços, nem sua alma, nem sua boca

Já que você se tornou indispensável
Como aquele espinho que me incomoda
Hoje que a pele e o coração
Estão em processo de metamorfose

Hoje que me declaro uma inconsciente
Por fraqueza das neuronas
Abandono minhas batalhas contra o barulho
Porque quero me embriagar com sua voz

Não troco os horários de vampiro
Os óculos de sol já estão guardados
Embora confesse que nunca gostei
Das luzes que não fossem apagadas

Não te troco nem louca
Nem seus braços, nem sua alma, nem sua boca

Hoje não volto ao que fui
Para este timão já não há marcha à ré
Amar você supera expectativas
Desta ateia, que de amar, ficou conversando