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Aqueles que Estão Amarrados

Saez

Ceux Qui Sont En Laisse

Tu voulais du médiocre et moi j'en avais pas,
Tu voulais l'univers et moi je n'avais que moi,
Tu voulais le silence quand j'étais que musique,
Qu'on marche parallèle quand j'allais qu'à l'oblique,
Tu voulais des rivières au milieu du désert,
Tu voulais les voyages, moi j'étais sédentaire,
Que je fasse des chansons qui m'emmènent aux sourires,
J'y peux rien moi je n'ai que des larmes à leur dire
Et des plaines de pluies pour unique empire.

Quand je serai parti que lira mes poèmes,
Un autre romantique qui se verra en moi,
Il se dira sans doute: "Oh c'est beau comme il l'aime! "
Mais qu'il sache que je n'ai jamais aimé que moi;
Qu'au lit ou dans le coeur l'égoïsme est la mère des générosités.

Que les femmes me pardonnent de n'être fait pour elle,
D'être comme un nuage qui recherche son ciel !
De n'être qu'un navire toujours à la détresse,
Et cette envie de fuir de ceux qui sont en laisse !

Pardonnez moi vous tous qui vous liez les mains;
Vous qui pensez qu'à deux vous ferez mieux le chemin,
Vous qui penserez que l'autre vous sauvera la peau,
Alors que de votre âme il fera des lambeaux !
En amour que l'on soit le plus grand des guerriers
Ou la triste brebis qui cherche le berger,
On finit tous à terre à chercher les morceaux,
Au bord du précipice à deux pas du grand saut,
A deux pas du tombeau

Aqueles que Estão Amarrados

Você queria o medíocre e eu não tinha isso,
Você queria o universo e eu só tinha a mim,
Você queria o silêncio enquanto eu era só música,
Que andássemos paralelos enquanto eu ia na diagonal,
Você queria rios no meio do deserto,
Você queria viagens, eu era sedentário,
Que eu fizesse canções que me levassem aos sorrisos,
Não posso fazer nada, só tenho lágrimas pra dizer
E planícies de chuva como meu único império.

Quando eu tiver partido, quem vai ler meus poemas,
Um outro romântico que vai se ver em mim,
Ele vai pensar: "Oh, é lindo como ele ama!"
Mas que saiba que eu nunca amei ninguém além de mim;
Que na cama ou no coração, o egoísmo é a mãe das generosidades.

Que as mulheres me perdoem por não ser feito pra elas,
Por ser como uma nuvem que busca seu céu!
Por ser só um navio sempre em desespero,
E essa vontade de fugir de quem está amarrado!

Perdoem-me todos vocês que amarram as mãos;
Vocês que acham que em dois vão fazer o caminho melhor,
Vocês que pensam que o outro vai salvar sua pele,
Enquanto da sua alma ele vai fazer retalhos!
No amor, que sejamos o maior dos guerreiros
Ou a triste ovelha que busca o pastor,
Todos acabamos no chão procurando os pedaços,
À beira do precipício, a dois passos do grande salto,
A dois passos do túmulo.

Composição: Damien Saez