Ma Petite Couturière
Ma petite couturière
Elle est pas haute couture
Mais faut voir quand elle coud
Des ourlets à mon cœur
Ma petite couturière
Elle connait les mesures
De mon cœur éperdu
Là dans la fourmilière
Des trous dans les tricots
Et les bas qui s'effilent
Au fil du temps tu vois
Passer sur la machine
Finis les travailleuses
Bonjour les plasticiennes
L'heure est aux dépensières
Aux abeilles en guêpières
Faut jeter les bobines
Oui le film est fini
Du temps des gabardines
Faut laisser ton boulot
Pour d'autres ouvrières
Pour d'autres solidaires
Dans d'autres fourmilières
A d'autres couturières
Y'a des œillets perdus
Pendants aux boutonnières
Quand les points de couture
Tournent aux points de suture
En ligne les brodeuses
C'est le temps des chômeuses
C'est l'heure de rendre la blouse
De tremper les mouchoirs
Habillez les jupons
Sur en fichu de paille
Puisque tous les patrons
Nous laissent sur la paille
Ma petite couturière
Elle est pas haute couture
Elle est prête à porter
Le monde à bout de bras
Ma petite couturière
Elle connait les mesures
De mon cœur éperdu
Là dans la fourmilière
Fini le temps des cerises
Des écharpes pour deux
Dire que même à l'usine
Il faudra dire adieu
Merci bien mon bon maitre
Merci bien mon monsieur
De m'en donner toujours
De quoi pisser par les yeux
Ils ne parlent pas pour nous
Ils nous vendent l'âme et c'est tout
Ils sont bons qu'à promettre
Et nous bons qu'à nous faire mettre
Ouais l'aiguille s'est plantée
Dans le cœur des copines
Jetez les dés à coudre
L'avenir s'est cassé
Les lacets à nos cœurs
Les chaines à nos chevilles
Finies les fleurs en boutons
Planquées dans les bustiers
Ma petite couturière
Elle est pas haute couture
Mais faut voir quand elle coud
Des ourlets à mon cœur
Ma petite couturière
Elle connait les mesures
De mon cœur éperdu
Là dans la fourmilière
De mon cœur éperdu
Là dans la fourmilière
Ma petite couturière
Ma petite couturière
Ma petite couturière
Ma petite couturière
Ma petite Ma petite Ma petite couturière
Ouvrier l'ombre est le cœur de nos vies
Qu'on a laissé saigner dans le fond des gouttières
Toujours sur les avenues
Les révolutionnaires tendent la main
A des gens qui n'en pensent pas moins
Toujours sur le métal hurlant des machines
A l'usine
Elle retourne au charbon
Elle retourne à la mine
Ma jolie figurine
Elle rassemble elle nous serre les boulons
Elle est pas haute couture
Elle est prête à porter
Le monde à bout de bras
Ma petite ouvrière
Elle va (dans) la fourmilière
Elle retourne à la lutte
Puisque tout tourne ici
Oui oui à la folie
Puisque tout tourne ici
Oui oui à la folie
Oui oui oui
A la folie
A la folie
Oui oui oui
A la folie
A la folie
Dans le suppôt bourgeois
Si c'est plutôt Versailles
Qui fait la rébellion
Rock'n'roll de grands-mères
Ouais si c'est pas l'époque
Où rêvent des camarades
Oh solidaire ami
Si c'est pas la tendance
Si l'époque est fashion
Tous les soirs au charbon
Quand ça sent la misère
Moi c'est vrai que j'préfère
Toujours sur la machine
Ma petite couturière
Elle resserre les boulons
Dire qu'on en vient à regretter
Le travail à la chaine
Pour des pays plus chauds
Pour des pays moins chers
Pour des pays plus beaux
Ouvrière s'est perdue
Cherche reconversion
Le patron a fermé
Tous les champs de cotons
Le patron a fermé
Tous les champs de cotons
Le patron le patron le patron
hé hé....
Minha Pequena Costureira
Minha pequena costureira
Ela não é alta costura
Mas você precisa ver quando ela costura
As bainhas do meu coração
Minha pequena costureira
Ela conhece as medidas
Do meu coração perdido
Lá na formigueiro
Buracos nos tricôs
E as meias que se desfazem
Com o passar do tempo, você vê
Passar na máquina
Chega de operárias
Olá, as plásticas
É hora das gastadeiras
Das abelhas em espartilhos
É preciso jogar as bobinas fora
Sim, o filme acabou
Do tempo das gabardines
É hora de deixar seu trabalho
Para outras operárias
Para outras solidárias
Em outros formigueiros
Para outras costureiras
Tem olhos perdidos
Pendurados nas casas de botão
Quando os pontos de costura
Viraram pontos de sutura
Em fila as bordadeiras
É a vez das desempregadas
É hora de devolver a blusa
De molhar os lenços
Vista os saiotes
Em um trapo de palha
Já que todos os patrões
Nos deixam na pindaíba
Minha pequena costureira
Ela não é alta costura
Ela é pronta para vestir
O mundo com os braços abertos
Minha pequena costureira
Ela conhece as medidas
Do meu coração perdido
Lá na formigueiro
Acabou o tempo das cerejas
Dos cachecóis para dois
Dizer que até na fábrica
Teremos que dizer adeus
Muito obrigado, meu bom mestre
Muito obrigado, meu senhor
Por sempre me dar
Motivos para chorar pelos olhos
Eles não falam por nós
Eles vendem a alma e é só isso
Eles só sabem prometer
E nós só sabemos nos deixar levar
É, a agulha se cravou
No coração das amigas
Joguem os dados de costura
O futuro se quebrou
Os cadarços nos nossos corações
As correntes nos nossos tornozelos
Chega de flores em botão
Escondidas nos corpete
Minha pequena costureira
Ela não é alta costura
Mas você precisa ver quando ela costura
As bainhas do meu coração
Minha pequena costureira
Ela conhece as medidas
Do meu coração perdido
Lá na formigueiro
Do meu coração perdido
Lá na formigueiro
Minha pequena costureira
Minha pequena costureira
Minha pequena costureira
Minha pequena costureira
Minha pequena, minha pequena, minha pequena costureira
Trabalhador, a sombra é o coração das nossas vidas
Que deixamos sangrar no fundo das calhas
Sempre nas avenidas
Os revolucionários estendem a mão
Para pessoas que não pensam diferente
Sempre no metal gritando das máquinas
Na fábrica
Ela volta ao carvão
Ela volta à mina
Minha linda figurinha
Ela junta, ela aperta os parafusos
Ela não é alta costura
Ela é pronta para vestir
O mundo com os braços abertos
Minha pequena operária
Ela vai (na) formigueiro
Ela volta à luta
Já que tudo gira aqui
Sim, sim, na loucura
Já que tudo gira aqui
Sim, sim, na loucura
Sim, sim, sim
Na loucura
Na loucura
Sim, sim, sim
Na loucura
Na loucura
No submundo burguês
Se é mais Versailles
Que faz a rebelião
Rock'n'roll de avós
É, se não é a época
Onde sonham os camaradas
Oh, amigo solidário
Se não é a tendência
Se a época é fashion
Todas as noites no carvão
Quando o cheiro é de miséria
Eu, é verdade, prefiro
Sempre na máquina
Minha pequena costureira
Ela aperta os parafusos
Dizer que chegamos a lamentar
O trabalho em linha
Por países mais quentes
Por países mais baratos
Por países mais bonitos
A operária se perdeu
Busca reconversão
O patrão fechou
Todos os campos de algodão
O patrão fechou
Todos os campos de algodão
O patrão, o patrão, o patrão
hé hé....