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Temporada de Sangue

Sagopa Kajmer

Kan Mevsimi

kiçini basını tv aleminde
gözüme sokan illetlere
kiminmi var ne
sagopa hiphop aleminde
yazdı hiçbir yere
mendabur olan dört satır mikrofon zımbırtısında
cellatın kafatasına ras geldi emeli kendine asmıs politik amcalarla kaynasmanın
vaktidir beyler bayanlar
merdivene sabun koyup kayan avanaklar
akbaba pa pa sagopa
kajo musa misali canavarlastı görünen oki
alemin civataları yavsadı
bu deli adam pesimist dünyasında realist nameler yolladı afalladı
yolun ortasında dürüst yalancı mumu yatsıya kılmadan fıydı
gördebal geçinen maruz toplumun toprakta yıkandı
kimisi elindeki besparalık mevkisini tanrı sandı
bense istedim 25 sene boyunca amma yazdım
beyaz sayfalara siddetin kinini
parla günesim yagmur yag geç
zırhamıda seç 0çimizden birini
yolumun önü kanla kapanmıs
resmini çektim mevsim kandı
gözlerinin içi bulanık yaslar
ihtiyar karga ölüme dogru
sorgu sualda sormaz kader yürümeden biter kala yala

sebekler açarken kıçlarını karsımda
para pahsına sol ceblerine koydukları onurları yere düstü
parlak mentoda karanlık oldugu vakit
yanan kan yagmurunda ıslanan tuzukurular anca bir çareden çıkan
ne çare vurdum duymaz hiçbiri
mevsimleri yaz
kıçından bıçak çıkaran 0ki lokma oturmadan anlamaz
nafile hamile kadının göbegi içindeki
yeni yasam ümitleri nefes alırken habersizce
usulca mevsim döner kana bulanır 9 ay sonra
kan mevsimi gelir siddetin kinini yazdım
25 sene boyunca beyaz sayfalara
duyun sesimi kan mevsimi

parla günesim yagmur yag geç
zırhamıda seç 0çimizden birini
yolumun önü kanla kapanmıs
resmini çektim mevsim kandı
gözlerinin içi bulanık yalar
ihtiyar karga ölüme dogru
sorgu sualda sormaz kader
yürümeden biter kala yala

Temporada de Sangue

pequeno, na tela da tv
me incomodando com essas doenças
quem tem o que
sagopa no mundo do hip hop
nada escrito em lugar nenhum
quatro linhas de microfone na merda
chegou a hora de se enforcar com a cabeça do carrasco, misturando-se com tios políticos
é hora, senhores e senhoras
colocando sabão na escada, os idiotas escorregam
urubu, pa pa, sagopa
como um monstro, kajo musa, parece que se tornou
as porcas do mundo, meu amigo
esse cara maluco mandou realistas em seu mundo pessimista, ficou chocado
no meio do caminho, a vela do mentiroso honesto não se apaga sem ser usada
os que se fazem de vítimas na sociedade, enterrados na terra
alguns acham que a posição de merda que têm é divina
mas eu quis, durante 25 anos, escrevi
naquelas páginas brancas, a vingança da violência
brilha, meu sol, chove, passa
escolhe um de nós na ferida
meu caminho não está coberto de sangue
tirei uma foto, a temporada é de sangue
os olhos estão turvos, lágrimas
o velho corvo caminha para a morte
na dúvida, o destino não pergunta, acaba antes de andar, fica na lama

enquanto as redes se abrem, as lâminas estão diante de mim
honras que colocaram nos bolsos caíram no chão
quando a escuridão está na brilhante metal
os vermes encharcados na chuva de sangue só saem de um remédio
que remédio, ninguém se importa
escreva as estações
aquele que tira a faca da lâmina não entende sem sentar
futileza, a barriga da mulher grávida
novas esperanças de vida respirando sem saber
calmamente a estação muda, se mancha de sangue, 9 meses depois
chega a temporada de sangue, escrevi a vingança da violência
durante 25 anos, nas páginas brancas
ouçam minha voz, é a temporada de sangue

brilha, meu sol, chove, passa
escolhe um de nós na ferida
meu caminho não está coberto de sangue
tirei uma foto, a temporada é de sangue
os olhos estão turvos, lágrimas
o velho corvo caminha para a morte
na dúvida, o destino não pergunta
acaba antes de andar, fica na lama

Composição: