10 AD
Mic check, Hellvisback 10 anni dopo
Spingo ancora il rap e fumo ancora un botto
Ho perso dieci chili sono sotto il mio motto
È sempre lo stesso, me ne fotto
Ho guardato fuori ed è passato un altro inverno
Poi mi sono vestito in fretta, ho fatto un altro investimento
Si ho comprato nuove macchine, un paio di case in centro
Per capire non c'è prezzo quando vuoi comprare il tempo
Stai calmo, tu non sei l'uomo dell'anno
Non sei quell'arrivista, amico del giornalista
Della rivista che ho visto nel bagno
Vuoi un artista? Eccolo
Sono il primo della lista del secolo
Quando va male, non si rivedono
Se stai vincendo, squilla il telefono (driin)
(Risponde la segreteria telefo–)
Sai che mi hanno chiuso dentro, dall'interno
Ma qui si sta meglio, lettera dall'inferno
Ti ho scritto mille volte che il guinzaglio non lo metto
Sai che a volte il mostro si nasconde sopra il letto
E il prezzo del successo per la TV, salotti signorili
Giovani pervertiti, young signorini
Rifletti, spegni i riflettori
La vita sì è un film, ma alla fine muori
Non chiederti quanto ma come
Ti fanno il lavaggio del cervello e lo chiamano educazione
Dalla famiglia a quella delle scuole
Occhi disegnati dal terrore
Campi elisi e disinformazione
O uccisi dal giudizio altrui
Angoli bui, ciechi in occhiali da sole
Nessuno ha mai scelto la sua fede, neanche chi crede
Ma io non voglio credere, voglio sapere
Si sta bene sul bordo del cratere
Credi di essere libero fin quando ti conviene
Hai visto com'è misera la vita negli abusi di potere
E solo se ti muovi puoi vedere le catene
Vivo col sospetto
Forse sono attratto un po' da ciò che non va detto
Non mi riconosco nel riflesso, lo ammetto
Non tollero la droga specie quando non fa effetto
Che fine ha fatto Salmo
Ha toccato il fondo e sta ancora scavando
Da quando son risorto non ho un giorno festivo
Dici il rap è morto ma io sono ancora vivo, vai!
Quante cose son cambiate
Adesso bastano due strofe e gia ti vestono Versace
(Versace Versace)
Mafia musicale nel mercato, mele marce
Io che vorrei fare strage di incapaci
I rappers son felici quando vengono arrestati
Così sono più credibili agli occhi degli abbonati
Questi non cantano sembra che hanno i conati
Con le spalle coperte, con i padri avvocati
Sopravvissuti da anticipi garantiti
Investono sugli artisti che diventano virali
Vorrei suonartele ma senza gli spartiti
E strapparti via gli organi vitali
Magari muori come Chester
Tutto gonfio tipo Wrestler, Brock Lesnar
Forse ci vediamo una di queste, saltano le teste
Il mio concerto una corsa campestre
La tua roba è sitcom
Ti servirà un'ombrello per la shitstorm
In Italia non funzioni come billboard
Fammi una cover solo quando sarò morto
Attiva la campanella e lascia il commento sotto
La mia musica fa buchi nei cartelli
Sulle strade fanno gare di coltelli
Ci sono giorni in cui devi starmi lontano
E questo è uno di quelli
Ye, Hellvisback, 2026
Lebon al mic
10 ANOS
Teste de microfone, Hellvis de volta 10 anos depois
Ainda empurro o rap e fumo um baseado
Perdi dez quilos, sigo meu lema
É sempre o mesmo, não tô nem aí
Olhei pra fora e passou mais um inverno
Aí me vesti rápido, fiz mais um investimento
Sim, comprei carros novos, um par de casas no centro
Pra entender, não tem preço quando você quer comprar tempo
Fica tranquilo, você não é o homem do ano
Não é aquele arrivista, amigo do jornalista
Da revista que eu vi no banheiro
Quer um artista? Aqui estou eu
Sou o primeiro da lista do século
Quando vai mal, não se vê mais
Se você tá ganhando, toca o telefone (driin)
(Atende a secretária telefônica–)
Sabe que me trancaram, mas aqui tá melhor
Carta do inferno, mas aqui tá tranquilo
Te escrevi mil vezes que não coloco coleira
Sabe que às vezes o monstro se esconde embaixo da cama
E o preço do sucesso pra TV, salões de luxo
Jovens pervertidos, jovens playboys
Pensa, apaga os holofotes
A vida é um filme, mas no final você morre
Não se pergunte quanto, mas como
Te fazem lavagem cerebral e chamam de educação
Da família pra escola
Olhos desenhados pelo terror
Campos elísios e desinformação
Ou mortos pelo julgamento alheio
Cantos escuros, cegos de óculos escuros
Ninguém nunca escolheu sua fé, nem quem acredita
Mas eu não quero acreditar, quero saber
É bom estar na beira da cratera
Você acha que é livre enquanto te convém
Viu como a vida é miserável nos abusos de poder
E só se você se mover pode ver as correntes
Vivo com desconfiança
Talvez eu esteja atraído por aquilo que não se deve dizer
Não me reconheço no reflexo, admito
Não tolero droga, especialmente quando não faz efeito
Onde foi parar o Salmo?
Ele tocou o fundo e ainda tá cavando
Desde que ressurgi, não tenho um dia de folga
Dizem que o rap morreu, mas eu ainda tô vivo, vai!
Quantas coisas mudaram
Agora bastam duas estrofes e já te vestem de Versace
(Versace Versace)
Máfia musical no mercado, maçãs podres
Eu que queria fazer um massacre de incapazes
Os rappers ficam felizes quando são presos
Assim ficam mais credíveis aos olhos dos assinantes
Esses não cantam, parecem que vão vomitar
Com as costas quentes, com pais advogados
Sobreviventes de adiantamentos garantidos
Investem em artistas que se tornam virais
Queria tocar pra você, mas sem partituras
E arrancar seus órgãos vitais
Talvez você morra como o Chester
Todo inchado tipo lutador, Brock Lesnar
Talvez a gente se veja uma dessas, cabeças vão rolar
Meu show é uma corrida de campo
Sua parada é sitcom
Vai precisar de um guarda-chuva pra tempestade de merda
Na Itália você não funciona como na billboard
Me faça uma cover só quando eu estiver morto
Ative o sininho e deixe o comentário embaixo
Minha música faz buracos nos cartéis
Nas ruas fazem corridas de facas
Tem dias que você precisa ficar longe de mim
E esse é um deles
É, Hellvis de volta, 2026
Lebon no microfone