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Minha Culpa

Salta La Banca

Mea Culpa

Te sedujo la fantasía de rescatar al truhán.
''El que avisa no es traicionero'' te sugirió, perspicaz.
Si se obstina una señorita, no hay galletita por pan
que consienta su caprichoso apetito de amor y paz.

Se hacía inminente perder el rabón.
Y en un revolcón le cantaste maldón.
Dos anchos y un siete burlaron su suerte.
Sus faltas y un truco te hicieron campeón.

Saboreaste el regocijo de esa incipiente incursión.
Le sogueabas la sortija, y con ese galardón
fuiste instando a los muñequitos de su restringido film
a alinearlo con protegerte (fue el principio de tu fin).

Perfecto el asedio para un metejón.
No es admisible que en tu colección
se luzca el pirata con dientes de lata.
Notable fue el fruto de tu corrección.

Conseguiste una sotana, se la calzaste a Satán.
Donde debió haber habido un cementerio,
levantaste un carnaval.
Hoy, el mundo te reconoce como la niña sagaz
que hizo diáfano al más croto que han sabido percatar.

Se escucha hoy tu voz en su contestador.
Manejas los hilos de su velador.
No se vanagloria por la absurda historia
del sátrapa astuto, del más seductor...
Pero ahí seguís vos...

Sin festejos, ni condecoración.
Peleando hasta el día que este croto
no juegue más cartas de olor a traición
y se coma uno por uno los porotos.

Minha Culpa

Te seduziu a fantasia de resgatar o vagabundo.
''Quem avisa não é traidor'' te sugeriu, perspicaz.
Se uma moça se obstina, não há biscoito que valha
que consinta seu caprichoso apetite de amor e paz.

Era iminente perder a vantagem.
E em um reboliço, você cantou maldição.
Dois largos e um sete zombaram da sorte dela.
Seus erros e um truque te fizeram campeão.

Saboreou a alegria dessa incursão incipiente.
Você amarrava o anel, e com esse prêmio
foi instigando os bonequinhos do seu filme restrito
a se alinhar para te proteger (foi o princípio do seu fim).

Perfeito o cerco para uma aventura.
Não é aceitável que na sua coleção
se exiba o pirata com dentes de lata.
Notável foi o fruto da sua correção.

Conseguiu uma batina, vestiu o Satanás.
Onde deveria haver um cemitério,
levantou um carnaval.
Hoje, o mundo te reconhece como a menina sagaz
que deixou claro para o mais vagabundo que souberam notar.

Se escuta hoje sua voz na caixa postal.
Você maneja os fios do seu abajur.
Não se vangloria pela absurda história
do sátrapa astuto, do mais sedutor...
Mas aí você ainda está...

Sem festejos, nem condecorações.
Lutando até o dia que esse vagabundo
não jogue mais cartas com cheiro de traição
e se coma um por um os feijões.

Composição: