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Salta La Banca

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Cada uno hace lo mejor que puede para estar bien
Me imagino que no supo dar un salto y hundió los pies
Amanezco con la ausencia de las luces
Y me tiran a cargar todas las cruces
Ya me duele hasta el tuétano soñar

No pudiste, no supiste o no quisiste, cómo saber
Y así como un día nos unió el espanto, te alejó el bien
¿Quién destiñe un arcoíris con sus grises?
¿Quién no entiende que esa peripecia es triste?
¿Por qué tengo el afán de condescender?

Ya no dependo más de vos, de tus milagros
Ya no dependo más de tus encantos
Yo soy mi salvación
Ya no dependo más de vos:
Para ser feliz no hay que ser dos

Cada uno hace lo mejor que puede

Mientras bebé un té en su porcelana rosa, bato un café
Trago un frío el porvenir de mi destino y alcanzo a ver
Si la borra pela risas borrascosas
La ventana entrega imágenes borrosas
No preciso quien me la pueda leer

Fue más látigo que un simple latiguillo efímero
Lo soltó, como una daga desde el cielo y se marchó
Souvenir sin emoción ni caramelos
Despedidas que aletargan todo duelo
De este pozo salgo como descendí

Ya no dependo más de vos, de tus milagros
Ya no dependo más de tus encantos
Yo soy mi salvación
Ya no dependo más de vos:
Para ser feliz no hay que ser dos

No, no
Huuu, hu, hu

Ya no lo uncía, su sol
Ya no lo uncía su sol, no, no
Ya no lo uncía
Ya no Lucy, ya no Lucy
Ya no lo uncía, su sol

9/7

Cada um faz o melhor que pode pra ficar bem
Imagino que não soube dar um salto e afundou os pés
Acordo com a falta das luzes
E me jogam pra carregar todas as cruzes
Já me dói até o fundo da alma sonhar

Não pôde, não soube ou não quis, como saber
E assim como um dia o medo nos uniu, o bem te afastou
Quem desbota um arco-íris com seus cinzas?
Quem não entende que essa situação é triste?
Por que tenho a necessidade de ser condescendente?

Já não dependo mais de você, dos seus milagres
Já não dependo mais dos seus encantos
Eu sou minha salvação
Já não dependo mais de você:
Pra ser feliz não precisa ser dois

Cada um faz o melhor que pode

Enquanto bebo um chá na minha porcelana rosa, bato um café
Engulo um frio o futuro do meu destino e consigo ver
Se a borra arranca risadas tempestuosas
A janela entrega imagens embaçadas
Não preciso de quem me possa ler

Foi mais chicote que um simples estalo efêmero
Ele soltou, como uma adaga do céu e se foi
Souvenir sem emoção nem balas
Despedidas que atrasam todo luto
Desse poço saio como desci

Já não dependo mais de você, dos seus milagres
Já não dependo mais dos seus encantos
Eu sou minha salvação
Já não dependo mais de você:
Pra ser feliz não precisa ser dois

Não, não
Huuu, hu, hu

Já não o uncia, seu sol
Já não o uncia seu sol, não, não
Já não o uncia
Já não Lucy, já não Lucy
Já não o uncia, seu sol

Composição: Santiago Aysine