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Princesas e Pastoras

Salvatore Adamo

Princesses et bergères

À quinze ans, je rêvais de princesses
À quinze ans, qui n'est pas conquérant ?
J'aurais fait les cent mille prouesses
Pour gagner les honneurs de son rang
Et je me voyais Gavroche
Blessé au champ de bataille
Et à grandes taloches
Chasser l'ennemi en pagaille

Mais j'oubliais ma princesse
Pour une bergère blonde
Qui me soignait de ses caresses
À l'abri du canon qui gronde

À vingt ans, j'étais simple soldat
Amoureux de la fille d' mon adjudant
Mais de la façon dont il me montrait les dents
J'ai conclu qu'il n'serait jamais mon beau-papa
Et je me voyais capitaine
Entouré de tas d'adjudants
Qui me priaient d'accepter l'étrenne
De leur cadette de vingt ans

Mais j'oubliais la fille de l'adjudant,
Son père et toutes ces balivernes
Pour devenir le digne prétendant
De la Madelon de la taverne

Maintenant, je suis prince charmant
C'est du moins ce que dit ma bergère
Je ne sais pas ce qui m'attend
Entre ces murs tout blancs,
Impatiemment je guette l'infirmière
Et je me vois déjà grand-père,
Mes petits-enfants sur les genoux
En train de leur raconter mes guerres,
Mes amours et mes quatre cents coups
Légendaires.

Princesas e Pastoras

Aos quinze anos, eu sonhava com princesas
Aos quinze anos, quem não é conquistador?
Eu teria feito mil e uma proezas
Pra ganhar os louros do seu amor
E eu me via como Gavroche
Ferido no campo de batalha
E com grandes sopapos
Expulsando o inimigo em desordem

Mas eu esquecia da minha princesa
Por uma pastora loira
Que me cuidava com suas carícias
Abrigo do canhão que estronda

Aos vinte anos, eu era soldado
Apaixonado pela filha do meu sargento
Mas pela forma como ele mostrava os dentes
Concluí que ele nunca seria meu sogro
E eu me via como capitão
Cercado de vários sargentos
Que me pediam pra aceitar a grana
Da caçula de vinte anos

Mas eu esquecia da filha do sargento,
Do pai e todas essas bobagens
Pra me tornar o digno pretendente
Da Madelon da taverna

Agora, sou príncipe encantado
Pelo menos é o que diz minha pastora
Não sei o que me espera
Entre essas paredes brancas,
Impatientemente eu espero a enfermeira
E já me vejo avô,
Com meus netos no colo
Contando a eles minhas guerras,
Meus amores e minhas mil e uma aventuras
Lendárias.

Composição: Adamo