Arroyo de mi infancia
Háblame de mi infancia
Arroyo azul
Cuando yo corrí con ansia
Por tu inquietud
Háblame de mis delirios
De aquella tierna edad
Del color de aquellos lirios
Que nunca marchitarán
Háblame de los domingos
Que yo a ti confié
Con temblor de un cariño
Mis sueños de papel
Háblame sencillamente
De aquel primer amor
Que vivió siempre inocente
Dime si se eternizó...
Háblame de mi infancia
Arroyo azul,
Cuando yo corrí con ansia
Por tu inquietud
Corre, corre mi infancia
Buscando recordar
Que es jugar, ya sin ganancias
Porque ya no volverá
Vendaval, que indiferente
De su mano me dejó
Lloro silenciosamente
Por la que me hirió
Los rosales y esos campos
Que yo atravesé,
Al llegar voy preguntando
Por qué me hirió, por qué?
Háblame de mi infancia
Arroyo azul,
Cuando yo corrí con ansia
Por tu inquietud...
Yo me cai, de un sueño blanco
Y hombre desperté
Corazón, ya me levanto
Y al agua culparé...
Riacho da Minha Infância
Fala sobre minha infância
Riacho azul
Quando eu corria com ansiedade
Por sua inquietude
Fala sobre meus delírios
Daquele tempo inocente
Da cor daquelas íris
Que nunca vão murchar
Fala sobre os domingos
Que eu a você confiei
Com o tremor de um carinho
Meus sonhos de papel
Fala de forma simples
Sobre aquele primeiro amor
Que sempre viveu inocente
Diz se se eternizou...
Fala sobre minha infância
Riacho azul,
Quando eu corria com ansiedade
Por sua inquietude
Corre, corre minha infância
Tentando recordar
O que é brincar, já sem ganhos
Porque não vai voltar
Vendaval, que indiferente
Me deixou de sua mão
Choro silenciosamente
Pela que me feriu
Os roseirais e aqueles campos
Que eu atravessei,
Ao chegar vou perguntando
Por que me feriu, por que?
Fala sobre minha infância
Riacho azul,
Quando eu corria com ansiedade
Por sua inquietude...
Eu caí, de um sonho branco
E homem acordei
Coração, já me levanto
E a água vou culpar...