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O Riacho da Minha Infância

Salvatore Adamo

Le Ruisseau de Mon Enfance

Parle-moi de mon enfance, mon vieux ruisseau
Du temps où coulait ma chance au fil de ton eau
Parle-moi des doux délires de mes tendres années
Les bleuets qui les fleurirent sont-ils a jamais fanés
Parle-moi de ces dimanches où je venais te confier

En timide voile blanche, mes rêves de papier
Parle-moi tant que j'y pense de mon premier amour
Il était tout innocence, a-t-il duré toujours?
Parle-moi de mon enfance, mon vieux ruisseau
Du temps où coulait ma chance au fil de ton eau

Coule coule mon enfance au fil du souvenir
C'est un jeu perdu d'avance que de la retenir
Car le vent de l'insouciance un jour lâcha ma main
Je vains pleurer en silence et larmes tu devins
Champs de roses champs de ronces que j'avais traversés

Je viens chercher réponse, qui de vous m'a blessé?
Parle-moi de mon enfance, mon vieux ruisseau
Du temps où coulait ma chance au fil de ton eau
Je suis tombé le nez dans un rêve, c'est la faute auruisseau
Cœur meurtri je m'en relève, c'est la faute à son eau!

O Riacho da Minha Infância

Fala pra mim da minha infância, meu velho riacho
Do tempo em que a sorte fluía nas suas águas
Fala pra mim dos doces delírios dos meus anos de criança
As flores que os azulzinhos trouxeram já murcharam pra sempre?
Fala pra mim daqueles domingos em que eu vinha te contar

Com um tímido véu branco, meus sonhos de papel
Fala pra mim enquanto eu lembro do meu primeiro amor
Ele era pura inocência, será que durou pra sempre?
Fala pra mim da minha infância, meu velho riacho
Do tempo em que a sorte fluía nas suas águas

Flui, flui minha infância nas correntes da memória
É um jogo perdido de antemão tentar segurá-la
Pois o vento da despreocupação um dia soltou minha mão
Eu venho chorar em silêncio e as lágrimas você se tornou
Campos de rosas, campos de espinhos que eu atravessei

Eu venho buscar respostas, quem de vocês me feriu?
Fala pra mim da minha infância, meu velho riacho
Do tempo em que a sorte fluía nas suas águas
Eu caí de cara em um sonho, a culpa é do riacho
Coração ferido, eu me levanto, a culpa é da sua água!

Composição: Salvatore Adamo