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Mangueira 2025 - Kátia Rodrigues e Cia

Samba Concorrente

Letra

    Agô, Mangueira!
    É de verdade a nossa luta!
    Hoje, Kalungas não se escondem
    Mesmo profundas se escutam
    Almas dos irmãos sem sobrenome
    Findam a severa desventura

    Kavungo ê! Cafungê, Aluvaiá!
    Kaiango sopra o vento para o novo alumiar
    Kavungo ê! Cafungê, Aluvaiá!
    Renasce à flor da terra a Pequena África

    Eu não sou de raça, sou de etnia
    Ancestralidade, sabedoria
    Pra fechar a cicatriz: Resistência e comunhão
    Vou fincar os meus saberes neste chão

    O Malungo batuqueiro ô é da Estação Primeira!
    Tem moleque esperando o fubá da quituteira
    Lá na Casa de Angu ô, há muvuca, companheiro
    Pra beber uma cachaça e dançar neste terreiro

    Bate mais nesse tambor que a macumba abençoa
    Não apague minha cor, dá licença, por favor!
    Vou embora pra Gamboa
    Cheguei na Pedra do Sal com o meu terno de linho
    O funk e o carnaval passam pelo meu caminho
    Eu senti no coração ao descer a Providência
    Que bantuidade é arte e arte é sobrevivência!

    De Benguela à Conceição, o Bantu é preto forte
    Viva o cria da favela que não teme a própria morte!
    O Bakongo se completa e não é a despedida
    Assim como a Mangueira quando pisa na avenida!

    Composição: Kátia Rodrigues / Alex de a Souza / Ruy De Barros / Rafa Do Quintal / Diogo Corso / Alexandre Naval. Essa informação está errada? Nos avise.

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