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Mangueira 2025 - Ronie Oliveira e Cia

Samba Concorrente

Letra

    Mangueira, você sempre me ensinou
    Que nos tempos de vovô
    Era ilusão a liberdade
    Kalunga pelo mar, maré virou
    Meu olhar que marejou lá na casa da saudade
    Malungo
    Ainda que a paz existisse
    Renegaram as inquices perseguindo o povo bantu
    Ê, Valongo, a memória reside
    Onde a história resiste apesar do povo branco

    Omolokô, preceito pra viver
    Filho de mangueira preparado no dendê
    Rompi quebranto, me banhei de axé
    Sou o fruto bantu que não cai longe do pé

    E assim germinar na força da lida
    Renovar a vida semeando sonhos
    Dançando jongo, capoeira
    Zungus, morada afro-brasileira
    As frestas floresci, em festa traduzi
    Sons, saberes e sabores
    Batuque que ecoa além do rio
    Meu preto conceito abrindo caminho

    Dê um dengo mãe
    Teu moleque é valentia
    Quem é cria lá do morro, faz nascer a poesia
    Dê um dengo mãe
    Teu moleque foi vencer
    Quem é cria lá do morro, faz um novo alvorecer

    Aê, dindin! Aê, dindá
    Ê mangueira de aruê, ê matamba de aruá
    É gente preta descendo a ladeira
    Pra fazer na quarta-feira a mainha festejar

    Composição: Ronie Oliveira / Jotape / Giovani / João Vidal / Miguel Dibo / Cabeça Ajax. Essa informação está errada? Nos avise.

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