Exibições da letra 17

MAngueira 2026 - Dulce Santos

Samba Concorrente

Letra

    Na estação primeira do Curiaú
    É verde e rosa o encanto tucuju
    A Amazônia negra se enraizou
    Nas mãos sagradas do xamã babalaô

    No Oiapoque a história começou
    Tão forte, raiz brasileira
    Meu samba hoje evoca ancestrais
    Nos rituais floresce mangueira
    Pelos olhos do pajé mistérios eu vejo
    Encantados no turé, tawari no ar
    Sopra o cuti e o caxixi me faz delirar
    Doutor da floresta, negro protetor
    Mestre Sacaca da mata okê arô
    Mestre da mata Sacaca okê arô

    O segredo revelado, quilombos e axés
    Ao sabor de igarapés serpenteia
    Joga a rede pescador, tanta lenda do Amapá
    Desagou no riomar, maré cheia

    Preto velho macerou
    É mandinga, saravá
    Vem de lá o poder da cura
    Do tronco se faz tambor
    O fogo encontra o tom
    Na pele e no som, mistura
    E assim (çai erê)
    O batuque incorpora em mim (vominê)
    Segui marabaixo, roubei um poema (pra cantar)
    Na gira do tempo sem fim
    De saia rodada floriu açucena
    No toque do meu tamborim
    Sou laguinho, sou favela
    A africanidade reverbera
    Respeita o meu tamborim
    Sou mangueira, sou favela
    A africanidade reverbera

    Composição: Maria Lucia, Patricia Mendanha, Dulce Santos, Jaque Guedes. Essa informação está errada? Nos avise.

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