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Salgueiro 2025 - Marcelo Adnet e Cia

Samba Concorrente

Letra

    Adorê as almas
    Mojubá, axé, Salgueiro
    Desce orgulhoso pra rua
    Que eu abro a avenida pro sangue vermelho
    Mareia não, te carrego no dendê
    Quem te salvou do mar, feitiço de malê
    No couro a escritura sagrada
    Pedaço de história roubada
    Respeita o que essa terra ajuntou
    Preto velho e benedito, toda crença tem valor

    Ê, baiana, quem te deu esse gingado?
    Fui eu, fui eu, o que tira mal olhado
    Ê, baiana, tem mandinga, tua gira encantou
    Te banhei de água de cheiro e aroeira de xangô

    Alumiei o véu da noite, feito luz de lampião
    Protejo de bala e faca que gira
    Trago a estrela macambira pra guardar o meu torrão
    Das matas fui buscar jurema
    Separei a alfazema que perfuma teu xirê
    Despacha na encruza que eu viro o teu jogo
    Vingo as dores do tambor, manifesto por teu povo

    Sou zé, Cristo Exú do gueto
    Fecho o corpo preto no altar do samba
    Hoje o teu corpo preto vai ser amuleto pra vencer demanda

    Tranco a rua, veste o velho patuá
    Abro a Lua pro caminho iluminar
    Bate palma de macumba, vai na fé do morro inteiro
    Inimigo cai de banda, arrepia Salgueiro!

    Composição: Rafael Castilho, Marcelo Adnet, Gustavo Albuquerque, Fabiano Paiva, Baby do Cavaco, Luizinho do Méier, Andre Capá, Bruno Zullo, Marcelinho Simon, Raphael Donato. Essa informação está errada? Nos avise.

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