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Viradouro 2025 - PC Portugal e Cia

Samba Concorrente

Letra

    Sobô nirê, sobô nirê mafá
    Sobô nirê mafá sobô nirê
    A chama no olhar, a Viradouro acendeu
    E quando se alastrar, saiba que sou eu!

    Galopei no vento
    Arriei quando ouvi o alujá
    E a fumaça anuviou
    Sou João Batista juremeiro
    A noite e o luar
    Mensageiro protetor
    Fogo que arde o engenho
    Mal assombro do canavial
    Arrepio do quilombo, assovio de mocambo
    Margeando a paz do manguezal
    Chave da senzala, arte do engano
    Aos olhos tiranos, um pesadelo sem fim
    Anti-herói pernambucano, a espada do motim

    Alma de caboclo, reis do catucá
    Coroa de palha, pena de quem enfrentá
    Folha macerada, trama de cipó
    Renascido da jurema
    Porque a força da jurema
    É a raiz do catimbó

    Venci, virei ciência nesse chão
    No meu cachimbo a purificação
    Resisto nos rituais
    Eu fecho o corpo e abro portais
    Sete pontas da estrela me encantam
    Sete flechas e calungas se encontram
    Nas rodas de coco, pelos cortejos pra mim
    Firmam ponto cantando assim
    Malunguinho, Malunguinho
    Coroado no tambor
    Guardião, exu trunqueiro
    Esse aqui é meu terreiro
    Viradouro de xangô

    Composição: Mocotó / Pc Potugal / J. Lambreta / Peralta / Alexandre Fernandes / André Quintanilha / Bira Do Canto / Rodrigo Deja / Ronilson Fernandes / Carlão Do Caranguejo. Essa informação está errada? Nos avise.

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