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A Paixão do Senhor

Sanctus Noctis

Passio Domini

Nocte silente, in horto orat
Sudor eius sicut guttæ sanguinis
Et venit Iudas cum osculo
Filium Dei tradidit inimicis

Alligatus est sicut latro
Ductus est ad iudices iniustos
Spuitur in faciem, iridetur
Et corona spinis ornatur

Ecce Homo! Rex humilitatis!
Flagellis caesus, vestibus spoliatus
Ferens crucem in Calvarium ascendit
Silens, ut agnus ducitur ad occisionem

Manus eius clavis perforatae sunt
Pedes eius ligno affixi sunt
Inter latrones pendet in cruce
Et populus deridet eum

Eli, Eli, lema sabachthani?
(Deus meus, Deus meus, ut quid dereliquisti me?)
Sitivit, sed acetum dederunt ei
Et inclinato capite, emisit spiritum

Tegitur terra in caligine
Templum scinditur, terra tremit
Crux facta est thronus regis aeterni
Et per vulnera eius salus venit mundo

In sepulcro positus est
Sed lux non superavit tenebras
Expectamus resurrectionem eius
Dominum gloriosum et vivum
Amen

A Paixão do Senhor

Na noite silenciosa, no jardim, Ele ora
Seu suor como gotas de sangue
E Judas vem com um beijo
Ele trai o filho de Deus aos seus inimigos

Ele é amarrado como um ladrão
Ele é levado a juízes injustos
Ele é cuspido, zombado
E adornado com uma coroa de espinhos

Eis o homem! O Rei da humildade!
Açoitado com flagelos, despojado de Suas vestes
Carregando a cruz, Ele sobe ao calvário
Silencioso, como um Cordeiro levado ao matadouro

Suas mãos são perfuradas por pregos
Seus pés são pregados à cruz
Ele é pendurado na cruz entre os ladrões
E o povo zomba d'Ele

Eli, eli, lema sabachthani?
(Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?)
Ele estava com sede, mas lhe deram vinagre
E inclinando a cabeça, expirou

A terra está coberta de trevas
O templo está fendido, a terra treme
A cruz tornou-se o trono do Rei eterno
E por Suas feridas a salvação chegou ao mundo

Ele foi sepultado
Mas a luz não venceu as trevas
Aguardamos sua ressurreição
O Senhor glorioso e vivo
Amém

Composição: Diego Monteiro do Nascimento