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O Outro Menino

Sandro

El Otro Niño

-qué tal guapa? te acuerdas de mí?
-cómo te vienes a mí como si nada ocurriera?
Después de que crié tu niño sin que nadie lo supiera.

Fue porque te quise tanto, tanto, tanto, esperando que volvieras,
Que olvidé mi compromiso de cuando una niña era, mira si te habré querido
Que a veces, suele pasar, que al ir al río por agua, me parece que allí estás,
Desnudo como ese junco, que bien me supo abrazar,
Y me desprendo del junco y me da por escapar del río y del agua clara,
Y de aquella que fui a buscar.

Jamás olvidé tus ojos y tu forma de besar, que otra boca me ha besado,
La que me supo tocar del matrimonio arreglado del cual no pude escapar.

Tuve mi niño, el más guapo y ese me dio fuerza para andar entre tu olvido
Y el padre, el cual no pudo esperar ni beso ni rosa alguna
Si no pues separar entre una carne ya abierta y un repollo cocido
Porque el niño que soñamos no estuvo dentro de mí, sino el mío, el más amado
Y ese no tiene nada de ti, como si fueran hermanos a los 2 amamanté.

Que a quién le daba primero? eso jamás lo diré y así se fueron criando
Sin ni siquiera pensar que uno de ellos era de otra, y ese..
Sabrá dios donde andará.

Cuando te fuiste con ella te juro que me morí, era una sombra de odio
Por lo mucho que sufrí, te pensaba saboreando a esa maldita y no a mí,
Y deseaba que muriera el niño que iba a parir, pero la virgen gitana
Lo hizo nacer para mí y al tenerlo en el pecho sentía tenerte a ti.

Cuando tú me trajiste el tuyo era de noche, lo escondí y sin preguntarte nada
En la cara te escupí
Y después de tantos años te presentas ante mí y sin darme gracias siquiera
Por lo que hice por ti.

Mentira, mentira, mentira, mentira, porque lo hice pensando que fueras a volver
Y soñando y con el tiempo, me volvieras a querer, pero te miro a los ojos
Y se me eriza la piel y sé que a estas alturas nunca debiste volver.

O Outro Menino

-E aí, gata? Você se lembra de mim?
-Como você vem até mim como se nada tivesse acontecido?
Depois que criei seu menino sem que ninguém soubesse.

Foi porque eu te amei tanto, tanto, tanto, esperando que você voltasse,
Que esqueci meu compromisso de quando eu era uma menina, olha o quanto eu te amei
Que às vezes, acontece, que ao ir ao rio buscar água, parece que você está lá,
Nu como aquele junco, que bem me abraçou,
E eu me desprendo do junco e me dá vontade de escapar do rio e da água clara,
E daquela que fui buscar.

Jamais esqueci seus olhos e seu jeito de beijar, que outra boca me beijou,
A que soube me tocar do casamento arranjado do qual não consegui escapar.

Tive meu menino, o mais bonito e ele me deu força pra andar entre seu esquecimento
E o pai, que não pôde esperar nem um beijo nem uma rosa
Se não separar entre uma carne já aberta e um repolho cozido
Porque o menino que sonhamos não esteve dentro de mim, mas o meu, o mais amado
E esse não tem nada de você, como se fossem irmãos, os dois eu amamentei.

E a quem eu dava primeiro? Isso eu nunca direi e assim foram crescendo
Sem nem pensar que um deles era de outra, e esse...
Deus sabe onde está.

Quando você foi embora com ela, eu juro que morri, era uma sombra de ódio
Por tudo que sofri, te imaginava saboreando aquela maldita e não a mim,
E desejava que o menino que ia nascer morresse, mas a virgem cigana
Fez ele nascer pra mim e ao tê-lo no peito sentia que tinha você.

Quando você me trouxe o seu, era de noite, eu escondi e sem te perguntar nada
Na sua cara eu cuspi
E depois de tantos anos você aparece pra mim e sem me agradecer sequer
Pelo que fiz por você.

Mentira, mentira, mentira, mentira, porque eu fiz isso pensando que você voltaria
E sonhando e com o tempo, você voltaria a me querer, mas eu olho nos seus olhos
E a pele arrepia e sei que a essa altura você nunca deveria ter voltado.

Composição: