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Sangue do Meu Sangue

SangreSucia

Sangre de Mi Sangre

Soy el orgullo de mi padre
El esfuerzo de mi madre
Los regalos de mi tía, los abrazos de mi abue
Los juguetes que perdía, los raspones de esas tardes
Lo qué les pedía, lo que pudieron darme

Gracias mamá, que por ti no soy cobarde
Gracias papá, que por yo soy un hombre
No busco la felicidad y se dónde se esconde
Ahora busco jamás pasar hambre

Te mentiría si te digo que no duele
También llevo sus plegarias, no solo sus gentes
Papá, voy a cumplirlo antes que el tiempo se los lleve
Siento que se los debo aunque no se los revele

Les cuento lo que soooy, no lo que tengo
Porque las cosas vacías se las lleva el viento
A veces falta vida para decir que lo siento
Pero creo que aún es pronto para decir que no hay tiempo

No me cuentes lo que eres si eso se puede ver
Hay quien vive en el mañana, y quién muere en el ayer
Jamás olvides que el odio muestra lo que somos
Y el amor muestra lo que podriamos ser

Pero amar no es suficiente, y odiar es de cobardes
Ni te amo, ni te odio, pero voy a recordarte
Porque me doliste tanto como me curaste
Y le agradezco a la caida que me enseñó a levantarme

Por eso soy mis lágrimas y también mis sonrisas
El corazón calmado de una mente con prisa
Las palabras que dije pero se llevó la brisa
Los días que sea fuego, las noches que sea ceniza

Las veces que me ame, y las que pude odiarme
Lo que guarda mi cora aún quebrado en partes
No puedo negarlo porque sería traicionarme
Tú piensa lo que quieras, yo soy sangre de mi sangre

Sangue do Meu Sangue

Sou o orgulho do meu pai
O esforço da minha mãe
Os presentes da minha tia, os abraços da minha avó
Os brinquedos que eu perdia, os arranhões daquelas tardes
O que eu pedia, o que eles puderam me dar

Obrigado, mãe, por causa de você não sou covarde
Obrigado, pai, por eu ser um homem
Não busco a felicidade e sei onde ela se esconde
Agora busco nunca mais passar fome

Eu mentiria se dissesse que não dói
Também carrego suas orações, não apenas suas pessoas
Pai, vou cumprir antes que o tempo os leve
Sinto que devo a eles, mesmo que não revele

Conto a vocês o que sou, não o que tenho
Porque as coisas vazias são levadas pelo vento
Às vezes falta vida para dizer que sinto muito
Mas acredito que ainda é cedo para dizer que não há tempo

Não me conte o que você é se isso pode ser visto
Há quem viva no amanhã e quem morra no passado
Nunca esqueça que o ódio mostra quem somos
E o amor mostra quem poderíamos ser

Mas amar não é suficiente, e odiar é para covardes
Não te amo, nem te odeio, mas vou lembrar de você
Porque você me machucou tanto quanto me curou
E agradeço à queda que me ensinou a levantar

Por isso sou minhas lágrimas e também meus sorrisos
O coração calmo de uma mente apressada
As palavras que eu disse, mas o vento levou
Os dias em que sou fogo, as noites em que sou cinzas

As vezes que me amei e as que pude me odiar
O que meu coração guarda, mesmo quebrado em partes
Não posso negar porque seria me trair
Pense o que quiser, eu sou sangue do meu sangue

Composição: Miguel de Jesús Ibarra Méndez