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Marginal Ipojuca

Sangue de Barro

Letra

    Caminhando de vacilo e vendo o lixo se espalhar
    Penso no próximo passo, se eu não tenho onde morar
    Então eu pulo, corro, arrasto, me escondo
    Desse chão eu não me largo nem depois de virar dono

    A fumaça se espalha deixando a cabeça tonta
    É na beira do ipojuca onde o fedor toma de conta
    Um matuto, malfazejo, saca a sacanagem toda
    É um pouco que se dá bem
    E a raça podre que se foda!

    Dança
    Me ensina essa dança
    Se virar de qualquer jeito pra poder encher a pança

    Tento segurar a onda pra não me queimar na brasa
    Porco nadando na merda, urubu batendo asa
    Cada história uma queda, cada queda uma história
    Presepada que acontece e não sai mais da memória

    Mais um dia vem nervoso, e com calma eu encaro
    Correnteza e lama rasa, carito ficando raro
    Num pé e noutro me equilibro
    Em cima dos cano da ponte, vô ter que sair correndo
    Antes que os ômi me encontre

    Preciso paz pra pensar na vida
    E panela cheia pra fazer o bucho
    Deixa o mundo girar que tudo segue um rumo
    Sem correr mais que o tempo, abrir os braços e deixar levar o vento
    Pelas quebradas das pedra do agreste
    Junto do cheiro do mato
    Junto da gota da chuva
    Até encontrar a terra seca que me acolha com amor


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